O Museu do Amanhã anunciou a criação da Escola de Ciências do Amanhã, uma iniciativa que amplia o papel da instituição como espaço de reflexão, pesquisa e formação. A proposta consolida uma década de estratégia institucional e aponta os caminhos que irão orientar a atuação do museu nos próximos anos.
Uma escola além do modelo tradicional
Diferente de uma escola convencional, o projeto se estrutura a partir da integração entre três frentes principais: formação, pesquisa e documentação. Dessa forma, a iniciativa cria um ambiente de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, ampliando a produção científica e sua conexão com a sociedade.
Coordenada pelos cientistas Fabio Scarano e Nina Pougy, a Escola adota uma visão expandida de ciência, baseada na pluralidade e na convivência entre diferentes saberes, incluindo conhecimentos acadêmicos, ancestrais e culturais.
Ciência como espaço de diálogo
A proposta é promover uma ciência dialógica, que se traduz em diferentes formatos de produção e circulação de conhecimento. Entre as entregas previstas estão podcasts, seminários, artigos acadêmicos e relatórios técnicos, além da integração com exposições e programações do museu.
“A Escola de Ciências do Amanhã vem da percepção do Museu do Amanhã como um polo de pensamento”, afirma Fabio Scarano. Segundo ele, a iniciativa busca responder a desafios contemporâneos a partir de uma abordagem plural e integrada.
Pesquisa como eixo central
Um dos pilares da Escola é a frente de pesquisa, que terá como temas iniciais Cultura e Clima e Futuros. As atividades começaram em 15 de junho, com residências conduzidas pelas pesquisadoras Tatiana Castelo Branco e Thuane Bochorny, que seguem até o fim do ano.
Enquanto isso, os projetos buscam explorar questões como mudanças climáticas, desenvolvimento, gênero e possibilidades de futuros coletivos, conectando ciência, políticas públicas e experiências culturais.
Formação e impacto educacional
A Escola também atua diretamente na educação básica. Um dos primeiros projetos é a disciplina Sustentabilidade e Futuros, desenvolvida em parceria com a Escola Fundação Darcy Vargas, voltada para estudantes do Ensino Médio.
Além disso, estão previstos novos programas, como uma formação em Justiça Climática e uma nova temporada do podcast do Museu do Amanhã, que abordará temas como a relação entre humanidade e natureza.
Projetos já consolidados
Com a criação da Escola, iniciativas já existentes passam a ser incorporadas ao novo centro, como o programa Mulheres na Ciência e Inovação, o Prêmio Elisa Frota Pessoa e a Cátedra UNESCO de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa.
Dessa forma, o Museu do Amanhã fortalece sua atuação como um espaço de produção de conhecimento, conectando pesquisa, educação e sociedade em um mesmo ambiente.
Visão para o futuro
Com a Escola de Ciências do Amanhã, o museu reforça sua proposta de pensar o futuro de forma coletiva e interdisciplinar. A iniciativa busca formar pessoas e produzir conhecimento capazes de enfrentar os desafios contemporâneos e imaginar novos caminhos possíveis.
Assim, o projeto consolida o Museu do Amanhã como um polo estratégico de pensamento, inovação e transformação social no Brasil.
Foto: Albert Andrade
