União de Maricá apresentou a alegoria “Ogum e a forja do metal”, do enredo “Berenguendéns e Balagandãs”, e confirma desfile como 6ª no sábado da Série Ouro.
A União de Maricá revelou, na tarde desta segunda-feira (2), sua segunda alegoria para o Carnaval 2026. Intitulado “Ogum e a forja do metal”, o carro integra o enredo “Berenguendéns e Balagandãs”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira. Dessa forma, a alegoria encerra um dos setores do desfile que a escola levará à Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.
O carro faz referência direta ao imaginário do orixá Ogum na simbologia dos balangandãs, joias de tradição afro-brasileira ligadas à fé, proteção e identidade. Conhecido como “deus-ferreiro” e “senhor da forja”, Ogum aparece como símbolo do saber africano na manipulação dos metais. Assim, a escola conecta o conhecimento ancestral à construção dos berloques que compõem as tradicionais pencas.
Leandro Vieira explica o conceito
Leandro Vieira afirma que Ogum encerra o setor para exaltar o saber ancestral que transforma o metal em símbolo e proteção. Segundo ele, Ogum representa trabalho, tecnologia e conhecimento, em diálogo com a criação dos balangandãs. Portanto, a alegoria reforça a dimensão votiva do enredo e sua ligação com a ancestralidade.
“Ao trazer Ogum para o encerrar esse setor, a gente está exaltando o saber ancestral africano que transforma o metal em símbolo, em proteção e em identidade. Ogum é trabalho, é tecnologia, é conhecimento, e tudo isso dialoga diretamente com a construção dos balangandãs.”
Visual metálico e elementos do carro
De acordo com o carnavalesco, a alegoria terá visual predominantemente metálico, com ferro e prata orientando a estética do conjunto. Os materiais aparecem na estrutura e nos adornos cenográficos, além de elementos espalhados pelo carro. Dessa maneira, a escola reforça o metal como núcleo simbólico da composição.
Entre os destaques, estão os cães que “puxam” o carro, animal associado a Ogum no imaginário religioso afro-brasileiro. A alegoria também reúne atabaques e elementos decorativos tingidos em tons metálicos e prateados. No centro, Ogum surge como um guerreiro retinto, com armadura prateada.
“Essa alegoria traduz visualmente a ideia do balangandã como joia-amuleto. Os instrumentos de Ogum, feitos de ferro e prata, dialogam diretamente com o design dessas pencas, que sempre carregaram devoção, resistência e estratégia de sobrevivência.”
Ordem do desfile
A União de Maricá será a sexta escola a desfilar no sábado (14) pela Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. Assim, a escola avança na preparação para apresentar “Berenguendéns e Balagandãs” com um setor encerrado sob o signo de Ogum e da forja.





