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    Home»Notícias»Negócios»Coragem ganha status de soft skill crítica para 2026, diz autora

    Coragem ganha status de soft skill crítica para 2026, diz autora

    29/01/2026Updated:29/01/2026Nenhum comentário Negócios
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     Luciana Pianaro aponta a coragem como base das soft skills e relaciona a habilidade a burnout, ansiedade e saúde mental no trabalho em 2026.

     

     A empreendedora e escritora Luciana Pianaro defende que a coragem será uma soft skill decisiva em 2026. Ela relaciona a habilidade às mudanças no mercado de trabalho e às pressões que afetam a saúde mental. Além disso, afirma que a coragem sustenta competências humanas apontadas como prioritárias por empregadores.

     

     No texto, Pianaro cita o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, como referência sobre transformações do trabalho. O relatório ouviu mais de 1.000 empresas e analisou forças como mudanças tecnológicas, incerteza econômica e transição verde. Dessa forma, o estudo aponta as competências mais valorizadas até 2030.

      

    Coragem como base das competências humanas

     

     Segundo a autora, entre as dez competências mais esperadas dos profissionais, oito estão no campo das soft skills. Ela cita resiliência, flexibilidade, liderança, empatia, motivação e autoconhecimento como habilidades em evidência. No entanto, argumenta que todas dependem de um alicerce comum: a coragem.

     

     Luciana questiona como desenvolver resiliência sem enfrentar adversidades e como liderar sem se permitir vulnerabilidade. Ela também associa empatia à coragem de se conectar com o sofrimento alheio. Assim, a autora descreve a coragem como uma habilidade que sustenta as demais.

      

    A coragem pode ser treinada

     

     Pianaro afirma que a Psicologia Positiva reconhece a coragem como uma das seis virtudes cardeais. Ela cita Martin Seligman e define a virtude como manifestação de bravura, perseverança e honestidade. Além disso, defende que essas forças podem ser praticadas de forma intencional.

     

     A autora também menciona a origem latina da palavra, ligada à ideia de bravura vinda de um coração forte. Em seguida, associa o tema à neurociência e à plasticidade cerebral, defendendo que pequenos atos fortalecem conexões neurais. Dessa maneira, ela exemplifica situações como dizer não e responder com firmeza em reuniões.

      

    Saúde mental e urgência em 2026

     

     Para Pianaro, a coragem se tornou urgente em um cenário de ansiedade e esgotamento. Ela afirma que o Brasil tem a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, com 9,3% da população afetada, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde. Além disso, cita que o burnout atinge 32% dos trabalhadores brasileiros, com base em dado apresentado no texto.

     

     Ela também aponta a atualização da NR1, que passou a exigir avaliação de riscos psicossociais nas empresas. Segundo a autora, fatores como sobrecarga, pressão excessiva e ambientes tóxicos contribuem para adoecimento. Portanto, a coragem deixa de ser apenas virtude e vira competência de sobrevivência profissional.

      

    Vulnerabilidade e liderança

     

     A autora relata experiência pessoal com depressão, ansiedade e burnout ao longo da carreira, incluindo período em que foi CEO. Ela defende que cuidar da saúde mental exige coragem e não representa fraqueza. Dessa forma, associa o tema à inteligência emocional aplicada no cotidiano de trabalho.

     

     Luciana também cita a pesquisadora Brené Brown e sua visão sobre vulnerabilidade. No texto, a autora afirma que líderes que admitem não ter todas as respostas criam segurança psicológica. Além disso, relaciona coragem a pedir feedback e estabelecer limites saudáveis.

      

    “Coragem é contar a história de quem você é de coração aberto”, afirma Brené Brown, segundo o texto.

      

    Pequenos passos no dia a dia

     

     Entre as orientações citadas, Pianaro sugere mapear situações que provocam medo, como pedir aumento, dar feedback difícil e falar em público. Em seguida, recomenda organizar desafios do menos ao mais desconfortável e enfrentar primeiro os menores. Assim, cada vitória ajudaria a fortalecer a capacidade para o próximo passo.

     

     A autora também incentiva revisitar momentos em que a pessoa já foi corajosa e praticar autocompaixão. Ela afirma que erros fazem parte do aprendizado e recomenda falar consigo com gentileza. Por fim, destaca que a coragem pode aparecer ao denunciar injustiças, questionar ideias e admitir falhas.

      

    Sobre Luciana Pianaro

     

     Luciana Pianaro é empreendedora, palestrante e escritora. Ela foi CEO e publisher da Vida Simples e, em 2024, vendeu a empresa e tirou um período sabático, segundo o texto. Além disso, lançou o livro “Coragem! Para mudar, transformar-se e ser você mesmo”, pela Editora Amarylis, em 2025.

    Coragem ganha status de soft skill crítica para 2026, diz autora
    Foto: Divulgação
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