No próximo sábado, dia 25 de maio, o Museu A CASA do Objeto Brasileiro realiza mais uma edição do Papo de Casa, dedicado ao tema ” Moda com Identidade”, encerrando a programação de rodas de conversas atreladas à exposição A CASA NA MODA, em cartaz até o dia 26 de maio.

Para enriquecer o encontro, o Museu A CASA convidou duas figuras influentes no cenário da moda sustentável e do ativismo social:Suelen Ingrid, educadora e fundadora da Afroish Concept, moda afro sustentável feita a partir de resíduos têxteis; eStephanie Liporacci, ativista empresarial à frente da BOO Paris, marca de sapatos artesanais que promove consciência ambiental e responsabilidade social. Com mediação da jornalista Regina Galvão, o evento acontecerá das 11h às 12h30, no Espaço de Encontros da instituição, localizado na Av. Pedroso de Morais 1216, em Pinheiros.

“Moda com identidade” promete elevar o debate sobre o futuro da moda, demonstrando como a indústria pode se reinventar para um modelo mais sustentável e socialmente engajado. As trajetórias das convidadas, que valorizam as influências culturais e enriquecem a moda brasileira, exemplificam a importância de repensar os padrões de consumo e produção, inspirando mudanças significativas na indústria e na sociedade como um todo.

PARTICIPANTES | PAPO DE CASA

SUELEN INGRID | Convidada do Papo de Casa

@aseodo_ @afroish_7

Suelen Ingrid é educadora e designer de moda sustentável, fundadora da marca Afroish Concept que nasceu em 2017. Ela cria roupas contemporâneas afro sustentáveis a partir de resíduos têxteis coletados no Brás e no Bom Retiro, buscando promover uma moda consciente e sustentável. Utilizando tecidos africanos, sua marca busca fortalecer a identidade afro contemporânea e a moda decolonial. Além disso, Suelen desenvolve cursos e workshops na periferia de São Paulo, visando educar costureiras, designers e entusiastas da moda sobre práticas sustentáveis na indústria têxtil.

STEPHANIE LIPORACCI | Convidada do Papo de Casa

@stelipo e @itsbooparis

Ativista empresarial. Stephanie viveu entre Paris e Berlim, atuando como artista plástica. De volta ao Brasil, desenvolveu grupos de capacitação para artesãs e fundou sua startup com o objetivo de gerar impacto social positivo na intersecção entre moda e meio ambiente.BOO Paris foi criada com o propósito de promover a moda sustentável e ética. Acreditamos firmemente que é possível produzir calçados de alta qualidade, com estilo e conforto, sem prejudicar o meio ambiente ou as pessoas envolvidas na produção. Nosso processo de fabricação é cuidadosamente planejado para minimizar o impacto ambiental. Utilizamos tecidos de algodão orgânico e reciclado para a confecção dos nossos cabedais, evitando o desperdício de matéria-prima e adotando práticas que reduzem as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, trabalhamos com uma equipe de artesãs que produzem em suas próprias casas, proporcionando-lhes uma fonte de renda e liberdade para equilibrar suas vidas pessoais e profissionais. São mais de 15 grupos de mulheres capacitadas e prontas para o trabalho. Nosso solado é feito de borracha orgânica misturada com açaí, diretamente da Amazônia, resultando em um solado biodegradável e artesanal. Centenas de mulheres já fazem parte da nossa empresa, complementando sua renda e trabalhando no conforto de seus lares. Acreditamos que, unidas, podemos transformar o mundo da moda e criar um futuro mais justo e sustentável.

REGINA GALVÃO | Mediadora do Papo de Casa

@reginagalvaojornalista

Regina Galvão é jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em História da Arte pela FAAP. Foi editora das revistas Casa Claudia e Casa Vogue, nas quais coordenou prêmios de design de interiores e de produto, respectivamente. Participou como curadora da Semana de Design de São Paulo, o DW!, em 2016 e 17. Realizou a curadoria de exposições, como: “Novos Tempos” (2021), na Casa Brasil Eliane, e “É arte? É design?” (2020), na Galeria Bolsa de Arte, ambas em São Paulo. É consultora de conteúdo para empresas do segmento, e criou o podcast “Casa Frente e Verso”, com a jornalista Simone Quintas, além de apresentar a primeira temporada do podcast Perkins&Will São Paulo. Recentemente assumiu a direção de conteúdo da revista Habitare.

SERVIÇOS

O MUSEU A CASA DO OBJETO BRASILEIRO PROMOVE O PAPO DE CASA

“MODA COM IDENTIDADE”

25 DE MAIO | SÁBADO | 11H ÀS 12H30

Convidadas:Suelen Ingride SilvanaStephanie Liporacci

Mediadora: Regina Galvão

Entrada gratuita | Evento sujeito à lotação

Link do Papo de Casa | Moda com Identidade

OMuseu A CASA do Objeto Brasileirorealiza a exposição “A CASA NA MODA“, uma imersão no universo da moda brasileira que explora as fascinantes narrativas colaborativas entre moda e tradição artesanal brasileira, apresentadas por meio das criações de renomados artesãos e estilistas.

Com curadoria de Renata Mellão e Sonia Kiss, diretora presidente e diretora doMuseu A CASA, a exposição “A CASA NA MODA“apresenta parte do acervo de moda brasileira, construído ao longo dos 27 anos de história da instituição. O evento ocorrerá de 16 de março a 26 de maio de 2024, na sede do museu, situada na Av. Pedroso de Morais 1216, em Pinheiros, São Paulo.

Serão apresentadas 17 criações assinadas pelos estilistas Adriana Barra, André Lima, Glória Coelho, Karla Girotto, Lino Villaventura, Marcelo Sommer, Reinaldo Lourenço, Ronaldo Fraga, Samuel Cirnansck e Walter Rodrigues, juntamente com as marcas Amapô, Huis Clos e Neon, de Dudu Bertholini.

O projeto expográfico é da autoria do arquiteto Giancarlo Latorraca e da designer Ana Heloisa Santiago.

MODA BRASILEIRA EM EVOLUÇÃO | A REUNIÃO DA CHITA E DA RENDA

A exposição “A CASA NA MODA” sintetiza duas mostras anteriores realizadas peloMuseu A CASA:“A Chita na Moda”, inaugurada em 2005, e “RENDA-SE”, em 2015.

A exposição “A Chita na Moda”, evolução da pesquisa para o livro “Que Chita Bacana”, idealizado por Renata Mellão e pelo designer Renato Imbroisi, destacou a chita como um tecido emblemático da identidade nacional brasileira. Uma década depois, a exposição “RENDA-SE”, fruto da colaboração entre o museu e o estilista e curador Dudu Bertholini, promoveu o encontro entre designers de moda e artesãs rendeiras de diferentes regiões do país.

Como resultado dessas iniciativas em preservar e promover os saberes tradicionais e contemporâneos que formam o patrimônio cultural das comunidades criativas, a exposição “A CASA NA MODA” celebra a produção manual ao entrelaçar os fios da história e da tradição tanto da chita quanto da renda, manifestações profundamente enraizadas e influenciadas por séculos de história e migração. Ao promover a colaboração entre designers de moda e artesãs rendeiras, a mostra reconhece a significativa contribuição desses elementos para a identidade estética do país refletindo uma herança vibrante e em constante evolução.

TRAMAS DA COLABORAÇÃO


Fruto de colaborações significativas entre os estilistas, as marcas de moda e comunidades artesãs de vários estados brasileiros, a exposição “A CASA NA MODA“ valoriza a riqueza da cultura local. Entre os destaques estão diversas organizações e grupos de artesãos que contribuem com sua maestria e tradições para enriquecer o cenário da moda brasileira.

O Clube de Mães de Camalaú, situado no estado da Paraíba, é reconhecido por sua habilidade na produção de peças utilizando a renda renascença. Parte do grupo de artesãs do Cariri paraibano, o clube cria uma variedade de produtos, desde itens de cama, mesa e banho até vestuário, tudo com o intricado trabalho da renda renascença.

Já a Associação para o Desenvolvimento de Renda Irlandesa de Divina Pastora (ASDEREN), localizada em Sergipe, foi fundada no ano 2000 e conta com 120 artesãs em seu grupo. Especializadas na renda irlandesa, produzem uma ampla gama de peças, como panos de bandeja, toalhas, colchas, blusas e vestidos, utilizando técnicas tradicionais que foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Brasileiro.

A ONG Caiçara, com sede em Icapuí, no Ceará, é composta por 25 artesãs que se dedicam à produção de peças em renda labirinto. Fundada na década de 1990, a organização cria desde caminhos de mesa e jogos americanos até blusas e vestidos, predominando nas cores branco e bege, e promovendo assim a cultura local por meio de seu trabalho.

A designer e artesã Perpétua Martins, de Fortaleza, no Ceará, é uma figura proeminente no cenário da renda filé. Com mais de 20 anos de experiência, ela pesquisa e utiliza essa técnica em suas criações, destacando-se como pioneira no desenvolvimento do filé colorido, uma interpretação contemporânea dessa tradição artesanal.

A Associação das Rendeiras dos Morros da Mariana, localizada na Ilha Grande, Piauí, é um coletivo composto por 120 artesãs que se dedicam à produção de bijuterias, palas para roupas, apliques e entremeios em renda de bilro. Utilizando uma variedade de materiais e cores, elas mantêm viva essa tradição artesanal há décadas.

Por fim, Elita Catarina Ramos, de Florianópolis, em Santa Catarina, representa a tradição da renda de bilro tramoia. Com mais de 55 anos de experiência, ela e suas colegas do Casarão das Rendeiras produzem rendas de alta qualidade, mantendo viva essa forma de expressão artesanal na região.

CURADORIA DA EXPOSIÇÃO

RENATA MELLÃO

Formada em Economia, Renata Mellão é referência quando se trata de artesanato no Brasil. Artista por vocação, fundou, em 1997, o Museu A CASA do Objeto Brasileiro, instituição que tem como objetivo contribuir para o reconhecimento, valorização e desenvolvimento da produção artesanal e do design, incrementando a percepção consciente a respeito do produto brasileiro bem como promovendo sua produção cultural.

SONIA KISS

Atua como consultora de moda e projetos culturais. Foi curadora da sala de moda da exposição “VirandoVinte” na casa das Rosas e da Exposição” Panos” no Sesc Bom Retiro.