Congresso Oncologia D’Or no Rio reúne especialistas para discutir avanços em diagnóstico e tratamento do câncer, superando edições anteriores com quase 15 mil participantes.
Recorde de público e abertura oficial
O Onco in Rio começou nesta sexta-feira (27) no Windsor Oceânico, Rio de Janeiro. O evento segue até sábado (28). Especialistas do Brasil e exterior debatem inovação e tecnologia no combate ao câncer. Assim, o congresso bateu recorde com quase 15 mil inscritos, superando os 11 mil da edição passada.
A cerimônia de abertura reuniu líderes da Rede D’Or. Estiveram presentes Jorge Moll, presidente do Conselho de Administração; Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or; Fernanda Tovar Moll, presidente do IDOR; Vinicius Rocha, CEO da Oncologia D’Or; Rodrigo Gavina, CEO dos Hospitais da Rede D’Or; e Leandro Reis, vice-presidente executivo.
Abordagem multidisciplinar em destaque
A programação enfatiza a visão multidisciplinar no cuidado oncológico. “Esse é um dos nossos diferenciais, pois promove uma visão integral do cuidado ao paciente oncológico”, afirmou Paulo Hoff. Dessa forma, o evento foca em integralidade e precisão.
Na manhã inicial, debates abordaram câncer de mama, inteligência artificial em cirurgias e conjugados anticorpo-fármaco (ADCs). Por outro lado, temas incluíram controle da dor oncológica. Os ADCs combinam imunoterapia, terapia-alvo e quimioterapia para maior precisão contra tumores.
Avanços no diagnóstico do câncer de mama
O médico Rodrigo Guindalini discutiu rastreamento personalizado. Fatores como densidade mamária, genética e hábitos guiam as estratégias. “Quando há predisposição hereditária, isso muda totalmente o quadro. Essa paciente não pode ter a mesma estratégia de rastreamento”, explicou ele.
Estudos recentes usam scores de risco poligênico. Assim, programas de rastreamento ganham eficiência e precisão. No entanto, a personalização eleva a efetividade.
Novos desafios no controle da dor
A especialista Mariana Junqueira destacou o aumento da sobrevida. Terapias eficazes trazem desafios na qualidade de vida. Enquanto isso, abordagens individualizadas consideram tipo de dor e fisiopatologia.
Tumores interagem com o sistema nervoso via inflamação. Isso intensifica a dor por mecanismos complexos. Portanto, novas terapias direcionadas surgem.
Além de medicamentos, radioterapia precoce e neuromodulação reduzem opioides. Dessa maneira, pacientes melhoram funcionalidade e bem-estar. Por fim, o evento reforça inovações integradas.
