Artigo mostra como modelos intimistas em shopping centers ganham força na expansão de redes de alimentação, com menor risco e alta eficiência.
Franchising de alimentação em novo ciclo
O franchising de alimentação vive um novo ciclo de crescimento no Brasil. Segundo a ABF e a consultoria Galunion, o segmento registrou alta de 15,6% no faturamento em 2024. Enquanto isso, os shopping centers somam mais de 639 empreendimentos, mantendo-se como espaços estratégicos de consumo.
De acordo com a Abrasce, os shoppings seguem relevantes na rotina do consumidor. Nesse cenário, redes com operações enxutas e intimistas encontram nos centros de compras um terreno fértil. Assim, conseguem escalar suas marcas com mais segurança e eficiência.
Vantagens competitivas dentro dos shoppings
A presença em shopping oferece vantagens competitivas claras para redes de restaurantes. O fluxo qualificado de consumidores e a visibilidade de marca reduzem riscos típicos das lojas de rua. Além disso, a infraestrutura completa, com segurança, estacionamento e serviços, agrega valor à operação.
Para o franqueado, o ambiente controlado dos malls garante maior previsibilidade. Já o cliente encontra conveniência e padronização na experiência. Dessa maneira, o shopping se torna um aliado importante para operações de alta performance.
Modelos compactos e operações enxutas
Os modelos compactos permitem investimentos menores e custos operacionais mais controlados. Tudo isso sem comprometer a experiência do consumidor. Segundo a Abrasce, os quiosques cresceram 2,6% em 2024, confirmando a força de formatos ágeis e de alto giro.
Esses espaços favorecem cardápios otimizados, equipes reduzidas e maior produtividade. São pilares fundamentais do modelo “intimista e enxuto”. Além disso, facilitam a replicação de processos e a padronização da operação em múltiplas unidades.
Sinergia com o comportamento do consumidor
O shopping é um ambiente de múltiplas finalidades, que reúne lazer, serviços e conveniência. Esse mix estimula o consumo impulsivo e recorrente, especialmente em alimentação. Assim, as redes conseguem atender desde o cliente de passagem até o frequentador fiel.
Para marcas que buscam expansão estruturada, o ambiente dos malls simplifica a gestão de marca. O suporte ao franqueado também se torna mais eficiente. Em conjunto, esses fatores fortalecem a consistência da rede em diferentes praças.
Desafios de ocupação e aderência
Apesar das vantagens, existem desafios como custos de ocupação e aderência ao perfil de cada centro comercial. A escolha do ponto exige análise criteriosa de fluxo e público. A negociação adequada de contratos também se torna decisiva.
Com padronização operacional e bom planejamento, porém, esses desafios podem ser compensados. A rentabilidade e a previsibilidade do modelo ajudam a equilibrar os investimentos. Dessa forma, o negócio ganha sustentação no médio e longo prazo.
Shopping como vetor de crescimento inteligente
Em um mercado cada vez mais competitivo, os shopping centers reafirmam seu papel como vetores de crescimento inteligente. Para operações enxutas, eles representam o equilíbrio ideal entre visibilidade, eficiência e retorno. Expandir pelos centros de compras torna-se estratégia central de muitas redes.
Essa presença nacional fortalece o reconhecimento da marca e aumenta o valor da rede. O ponto-chave está em encontrar um negócio com o qual o investidor se identifique. Um modelo sólido, bem estruturado e com bons resultados reduz incertezas e dá confiança ao investimento.
Sobre a autora
Glaucia Fernandes é diretora de marketing e franquias do L’Entrecôte de Paris, rede de restaurantes do Grupo SMZTO. A marca se destaca por inovar no Brasil com o conceito de prato único. Além disso, busca proporcionar a verdadeira experiência dos tradicionais bistrôs parisienses.

