O legado de Bezerra da Silva volta ao centro da cena cultural brasileira com o lançamento do projeto “Bezerra da Silva 100 Anos”, apresentado nesta quinta-feira, 28 de maio, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A iniciativa marca o início das comemorações pelo centenário do artista, celebrado em 2027, e propõe uma série de ações nacionais voltadas à preservação e à difusão de sua obra.
Projeto reúne diferentes linguagens
Idealizado pela Bezerra King, em parceria com a CUFA e a Favela Holding, o projeto abrange diversas frentes, incluindo audiovisual, música, teatro, literatura, televisão e preservação de acervo.
Dessa forma, a proposta é ampliar a circulação da obra de Bezerra da Silva em diferentes plataformas e territórios, alcançando novas gerações.
Série, musical e releituras
Entre os destaques estão a produção de uma série documental sobre a trajetória do artista, sob condução de Celso Athayde e Rafael Dragaud, além de um musical dirigido por Elísio Lopes Jr., que levará aos palcos a força de sua obra.
Na música, o projeto prevê releituras e shows especiais coordenados por Preto Zezé, Vinicius Athayde e Fábio Almeida, reunindo artistas de diferentes estilos.
Elenco de nomes consagrados
O projeto contará com a participação de artistas como Marcelo D2, Zeca Pagodinho, Delacruz, Orochi, Seu Jorge, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Jota Quest, Dexter, Edi Rock, Ludmilla e MD Chefe.
Além disso, a programação inclui livros inéditos assinados por Leo Bezerra e Ícaro Bezerra, reunindo memórias e bastidores da trajetória do artista.
Memória e reconhecimento
Durante o lançamento, também foi apresentado o Selo Bezerra 100 Anos, desenvolvido pela MUVUKA, com o objetivo de fortalecer a memória da obra e ampliar sua presença em diferentes iniciativas culturais.
O projeto contempla ainda um especial de TV, coordenado pela Favela Filmes, ampliando o alcance das comemorações.
Voz da cultura popular
Reconhecido por transformar o cotidiano das periferias em música, Bezerra da Silva construiu uma obra marcada por crítica social, humor e resistência. Suas letras abordam temas como desigualdade, preconceito e sobrevivência, mantendo relevância até hoje.
Assim, o projeto propõe não apenas uma homenagem, mas um reencontro do público com a trajetória de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.
Por fim, a direção geral das comemorações é assinada por Celso Athayde, ao lado de Leo Bezerra e Ícaro Bezerra, responsáveis pela condução estratégica das ações.
Foto: Divulgação
