Entre 11 e 21 de abril, a Orquestra Forte de Copacabana levará ao público chinês um repertório que une canções brasileiras e chinesas.
Turnê na China em 2026
A Orquestra Forte de Copacabana realiza sua segunda turnê internacional na China entre os dias 11 e 21 de abril de 2026. O grupo leva um repertório que promove o encontro entre as culturas brasileira e chinesa, com jovens de 18 a 21 anos, em sua maioria de áreas periféricas do Rio de Janeiro. Além disso, a viagem integra as comemorações do Ano Cultural Brasil-China 2026.
A turnê começa com um flashmob na Muralha da China, um dos pontos turísticos mais emblemáticos do mundo. Em seguida, a Orquestra se apresenta em cidades como Tianjin, Pequim, Guilin e Guangzhou, passando por universidades, festivais e eventos de grande visibilidade. Dessa forma, o projeto amplia o alcance cultural do grupo no cenário internacional.
Festival, universidades e intercâmbio
A agenda inclui concerto na cidade de Tianjin, no dia 12 de abril, e apresentações na Universidade de Petróleo da China e na Universidade Renmin, em Pequim. Em 14 de abril, a Orquestra participa do Grande Encontro da Juventude China‑Brasil, fortalecendo o diálogo entre jovens dos dois países. Por outro lado, a programação também destaca o Festival de Cantos Folclóricos de Guangxi – Jasmim do Imperador, em 17 de abril, na região sul da China.
O encerramento da turnê ocorre com concertos nas cidades de Guilin, no dia 19 de abril, e em Guangzhou, em 21 de abril. Assim, o circuito reforça a vocação do projeto de dialogar com diferentes públicos e tradições musicais. Em seguida, os jovens voltam ao Rio de Janeiro levando consigo novas referências artísticas e culturais.
Repertório que une Brasil e China
No repertório das apresentações, o público chinês ouve clássicos da MPB como “Garota de Ipanema”, “Flor de Lis” e “Canto de Xangô”, além de canções chinesas interpretadas em mandarim. Assim, a Orquestra reforça o caráter de troca cultural da iniciativa. A regência do grupo é de Luiz Potter, responsável por conduzir a big band em todas as apresentações.
O projeto também inclui aulas de mandarim e arranjos especiais que incorporam melodias e sonoridades chinesas ao repertório. Desse modo, os jovens expandem suas habilidades musicais e se aproximam de uma cultura diferente. Em contrapartida, isso potencializa a relevância do grupo em festivais e eventos internacionais de fomento sino‑brasileiro.
Patrimônio cultural e expansão do projeto
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro desde 2024, a Orquestra Forte de Copacabana começou com violões e hoje possui formação de big band. A estrutura inclui instrumentos de sopro, tais como clarinete, flauta transversal, saxofone, trompete e trombone, além de base rítmica com violão, baixo, guitarra, teclado, percussão e bateria. Dessa forma, o som do grupo ganha densidade e versatilidade.
Em 2025, o projeto passou por uma expansão, com aumento no número de alunos e criação de novos agrupamentos. A Camerata Forte de Copacabana reúne jovens instrumentistas de cordas, em sua maioria mulheres, enquanto a Orquestra de Câmara Forte de Copacabana integra cordas, madeiras e metais. Assim, o Instituto Rudá amplia o leque de oportunidades para os jovens integrantes.
Agente de intercâmbio Brasil‑China
Desde 2022, a Orquestra Forte de Copacabana atua como agente de intercâmbio entre Brasil e China, promovendo festivais, celebrações de primavera e eventos de fomento cultural. O grupo já realizou três edições do Festival da Primavera, no Forte de Copacabana e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de marcar datas de aniversário das relações diplomáticas entre os países. Além disso, essas iniciativas contribuem para aproximar as comunidades brasileira e chinesa.
“Fortalecer as relações entre Brasil e China por meio da cultura, envolvendo jovens músicos, é acreditar no potencial transformador dessas experiências na vida de cada um deles”, afirma Márcia Melchior, presidente da RioMont e diretora da Orquestra. Desse modo, o projeto não se limita ao palco, mas também fortalece vínculos afetivos, educacionais e profissionais entre os participantes.
Formação dos jovens e legado
O projeto é desenvolvido pelo Instituto Rudá, por meio da Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais, com manutenção da CNOOC PETROLEUM BRASIL LTDA., patrocínio do Grupo Shalom e da Vale, além de copatrocínio da Tijoá Energia. O apoio cultural é da Associação de Arte e Cultura RioMont, que acompanha diversas etapas do projeto. Assim, um conjunto de parceiros garante a continuidade do trabalho com jovens da rede pública de ensino.
Os 28 jovens integrantes, com idade entre 13 e 21 anos, ensaiam semanalmente no Forte de Copacabana e recebem também aulas de inglês e outras atividades de apoio pedagógico. O objetivo, segundo Márcia Melchior, é capacitar os alunos para orquestras profissionais e das Forças Armadas, construindo trajetórias profissionalizantes por meio da música. Além disso, muitos ex‑alunos seguem caminhos acadêmicos, inclusive ingressando em programas de doutorado.
