Studio3 Cia. de Dança apresenta ‘Deixa eu Dançar’ no MASP, obra que traduz em movimento as múltiplas facetas de Caetano Veloso.
Noite de dança no MASP Auditório
O espetáculo ‘Deixa eu dançar’, da Studio3 Cia. de Dança, movimentou o MASP Auditório na noite de quinta-feira, 11. A apresentação reuniu nomes conhecidos na plateia, reforçando a relevância cultural da montagem.
Entre os presentes estavam Zeze Polessa, Noemia Buarque de Hollanda, Andrea Natal e Juliana Rosenthal, roteirista da série de sucesso ‘Tremembé’. Dessa forma, o encontro aproximou o universo da dança de artistas de diferentes áreas da cena brasileira.
Homenagem à obra de Caetano Veloso
‘Deixa eu dançar’ propõe uma fusão de ritmos, imagens e gestos para explorar a complexidade de Caetano Veloso, artista em constante mutação. Assim, o espetáculo busca traduzir em movimento a potência poética e política do ícone da Tropicália.
A criação apresenta arranjos inéditos, que levam às partituras a mesma transgressão e modernidade presentes na obra do compositor. Além disso, o manifesto cênico dialoga com diferentes fases da carreira de Caetano, sem se prender a cronologias rígidas.
Coreografia e dramaturgia em sintonia
Com coreografia de Anselmo Zolla e dramaturgia e direção teatral de William Pereira, a montagem aposta em uma linguagem híbrida. Dessa maneira, o trabalho articula corpo, música e teatralidade para ressaltar as múltiplas camadas do artista baiano.
No palco, a diversidade de movimentos reflete os vários caminhos trilhados por Caetano, que transita entre experimentalismo, lirismo e crítica social. Em alguns momentos, a coreografia reverbera a força da transgressão tropicalista; em outros, evidencia a introspecção de um criador que desafia rótulos.
Transgressão, introspecção e modernidade
Os intérpretes exploram contrastes entre energia e contenção para sugerir as diversas facetas de Caetano Veloso. Assim, o público acompanha cenas que alternam explosões de movimento e passagens mais contemplativas, em diálogo com o repertório do artista.
A proposta de ‘Deixa eu dançar’ é celebrar um criador que atravessa gerações, gêneros e fronteiras. Portanto, o espetáculo se coloca como manifesto cênico contemporâneo, que revisita referências da Tropicália sem abrir mão de uma leitura atualizada e autoral.
















