
A Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Rua) realiza nos dias 03 e 04 de setembro o Festival Sebastiana “Meu bloco Nas Redes – 36 anos de retomada carnavalesca”, com transmissão pelo canal da associação no YouTube (https://www.youtube.com/c/sebastianaoficial). Serão duas mesas de conversa sobre a retomada do carnaval depois da pandemia da Covid-19, no dia 3, às 18h e às 20h, uma live musical, com a participação de dez blocos, realizada no dia 4, às 20h, no Teatro Rival Refit e a Festa Carnaval Remix, às 21h30. As atividades estão inseridas na programação da 16ª edição do Desenrolando a Serpentina.
O Festival Sebastiana “Meu bloco Nas Redes – 36 anos de retomada carnavalesca” é um projeto patrocinado pelo edital #BlocoNasRedesRJ, do Governo do Estado do Rio de Janeiro / Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa através da iniciativa #CarnavalNasRedesRJ.
Os cantores Moyseis Marques, Marina Isis e Leonardo Bessa conduzem a parte musical, enquanto a jornalista e apresentadora de tevê Alinne Prado será a mestre de cerimônia da noite. Alinne foi, por 15 anos, foi a porta-bandeira do bloco Imprensa Que Eu Gamo.
A live será um passeio musical pela história dos blocos que fizeram parte da retomada do carnaval de rua nos anos 1980 e 1990, e terá a participação de cantores, ritmistas e mestres de bateria de nove blocos da Sebastiana e de um bloco convidado, o Clube do Samba, fundado em 1979 pelo cantor e compositor João Nogueira. O roteiro está dividido em três momentos: os blocos dos anos 1980, como Simpatia é quase amor, Barbas e Suvaco do Cristo; os blocos dos anos 1990, entre eles Carmelitas, Escravos da Mauá, Meu Bem Volto Já e Imprensa que eu gamo; e os caçulas, o bloco infantil Gigantes da Lira e o acústico Virtual.
“A proposta do Festival Sebastiana – Meu Bloco nas Redes é buscar, a partir de momentos de uma iniciativa inédita de valorização da cultura carioca, minimizar os impactos negativos da pandemia. Os participantes, que fazem o carnaval de rua no Rio de Janeiro, vão presentear o público com a alegria do carnaval e com a história dos blocos que promoveram o reflorescimento do carnaval de rua nas décadas de 1980 e 1990”, explica a jornalista Rita Fernandes, fundadora e presidente da Sebastiana e curadora do Festival.
Além de Moyseis, Marina e Leonardo, a live contará com a participação dos Mestres de Bateria Penha (Simpatia É Quase Amor, Escravos da Mauá, Imprensa Que Eu Gamo e Meu Bem Volto Já), Filipão (Suvaco do Cristo e Barbas) e Felipe (Carmelitas).
Desenrolando a Serpentina / Mesas de Conversa
O Festival Sebastiana terá, na edição 2021, a 16ª edição do seminário Desenrolando a Serpentina, com a realização de dois debates virtuais, com a participação de representantes da Secretaria Estadual de Cultura, poder público, blocos, ligas, jornalistas e pesquisadores.
MEU BLOCO NA REDE (90 minutos) – 18h
Lugar de bloco é na rua. Numa relação permanente com a cidade. Como conviver com a virtualização do carnaval e os novos formatos? Oficinas e apresentações migraram para as redes. Esses novos formatos sobrevivem mesmo quando voltarmos às ruas? Muda a relação da festa com a rua depois da pandemia?
Mediação: Jorgito Sapia (Vice-Presidente da Sebastiana)
Convidados: Marina Frydberg (UFF), Andrea Estevão (Jornalista e pesquisadora de Carnaval), Pepe Jordão (Fundação de Arte de Pernambuco) e Raquel Potí (Artista, perna-de-pau e professora).
MEU BLOCO NA RUA (90 minutos) – 20h
A Saúde do Carnaval. O carnaval e a cidade, perspectivas para o retorno às ruas. Condições sanitárias, o oxigênio que o carnaval traz para a sociedade como manifestação de liberdade e cultura, carnaval e inclusão.
Mediação: Rita Fernandes (Presidente da Sebastiana)
Convidados: Renata Rodrigues (Bloco Mulheres Rodadas/Rio de Janeiro), Luis Antonio Simas (Historiador e escritor), Garnizé (Bloco Tambores de Olokun/Rio de Janeiro) e Nayara Garófalo (Bloco Angola Janga/Belo Horizonte).
Live Musical – 20h
Os cantores-apresentadores vão se revezar na apresentação de um pout pourri de marchinhas tradicionais. Em seguida, os blocos fundados nos anos 1980, 1990 e os blocos acústicos (Gigantes da Lira e Virtual) apresentarão sambas autorais. Na parte final do espetáculo, todos juntos farão um mini bailinho com marchinhas e sambas-enredo de grande sucesso, como Explode Coração, que embalou o desfile campeão do Salgueiro, em 1993, e História para Ninar Gente Grande, que levou a Mangueira ao título, em 2019.
O Festival fará homenagens aos blocos Banda de Ipanema, Charme da Simpatia e Clube do Samba, que inspiraram, respectivamente, a criação do Simpatia É Quase Amor, do Suvaco do Cristo e do Barbas. Os cantores que representarão os blocos durante a live são: Claudia Baldarelli (Escravos da Mauá); Didu Nogueira (Bloco do Barbas e do Clube do Samba); Deivid Domênico (Meu Bem Volto Já); Leonardo Bessa (Imprensa Que Eu Gamo); Léo Simpatia (Carmelitas); Ronald Valle (Suvaco do Cristo) e Maju Nunes (Bloco Virtual).
“Vamos oferecer ao público uma pequena festa carnavalesca, levando alegria às casas dos foliões e amantes do carnaval. E também valorizar a memória de um importante período do carnaval de rua carioca, a partir de uma retrospectiva histórica da retomada do carnaval de rua do Rio que serviu de inspiração, inclusive, para outras capitais, e que veio a resultar no boom, já no século 21, com mais de 700 desfiles de blocos na cidade”, ressalta Rita Fernandes.
O encerramento será com a bateria da Sebastiana, com a participação de ritmistas e dos mestres de bateria dos blocos Clube do Samba, Simpatia É Quase Amor, Barbas e Suvaco do Cristo, Carmelitas, Escravos da Mauá, Meu Bem Volto Já, Imprensa Que Eu Gamo, Gigantes da Lira e Bloco Virtual.
Festa Carnaval Remix – 21h30
O Festival será encerrado com a Festa Carnaval Remix com a participação do DJ MAM, que fará uma releitura de clássicos de músicas de blocos. O artista é conhecido por misturar os ritmos do candomblé com o samba, a bossa nova e o funk carioca. Considerado um dos grandes nomes do remix, ele tem dividido palcos e músicas com celebrados parceiros da MPB, como: Gilberto Gil, Elza Soares, Maria Bethânia, Moraes Moreira, Gaby Amarantos, Alceu Valença, Dona Onete, BNegão e Céu. A festa terá ainda projeções super animadas do VJ Ratón.
A Sebastiana
A Sebastiana foi a primeira associação organizada de blocos de rua do Rio de Janeiro, fundada em janeiro de 2000, com blocos que foram os precursores desse aquecimento do Carnaval carioca. Seus 11 blocos, que têm entre 20 e 37 anos de desfiles ininterruptos até 2020, são responsáveis por 13 desfiles a cada ano, que geram cerca de mil postos de trabalho direto e inúmeros indiretos. Esses trabalhadores tiveram suas rendas comprometidas pelo cancelamento do carnaval. A Sebastiana espera, a partir da realização do Festival, levar esperança e alívio a esses profissionais enquanto todos aguardam as condições seguras para a realização do carnaval nas ruas da cidade. Ao todo, serão 100 profissionais se revezando no palco e bastidores, submetidos a todas as medidas de prevenção em relação à COVID-19, como a realização de testes, distanciamento e uso de EPIs.
Serviço
Festival Sebastiana “Meu bloco Nas Redes – 36 anos de retomada carnavalesca”
Datas e horários:
Mesas da Conversa – 03 de setembro (18h e 20h)
Live Musical – 04 de setembro (20h)
Festa Carnaval Remix (21h30)
Transmissão pelo canal da Sebastiana no YouTube (https://www.youtube.com/c/sebastianaoficial)