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    Alex Ferraz
    Home»Notícias»Aumento da informalidade no Rio traz desafios à segurança pública

    Aumento da informalidade no Rio traz desafios à segurança pública

    10/10/2018Updated:19/08/2019Nenhum comentário Notícias
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    Levantamento da Fecomércio RJ indica aumento de roubos no período do Natal, abastecendo o comércio ilegal.

    Gastos do comércio com segurança chegam a R$ 9,6 bilhões
    Estudo
    da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio
    de Janeiro (Fecomércio RJ), baseado em dados do IBGE e do Instituto de
    Segurança Pública (ISP), indica relação entre a crescente informalidade
    no mercado de trabalho, que hoje chega a 3 milhões de pessoas, e os
    elevados índices de criminalidade, em especial no tocante a roubos de
    carga e roubos a estabelecimentos comerciais e transeuntes.
    Apesar
    das recentes quedas, os índices de roubos continuam em níveis
    inaceitáveis, e o comércio ainda sente seus efeitos. A Fecomércio RJ
    alerta para a proximidade do período de compras de Natal, pois o
    levantamento da Federação mostra que o número de roubo de cargas
    apresenta picos nos meses de dezembro, tendo mais que dobrado em dez
    anos.
    Mercadorias
    e produtos oriundos dos roubos costumam ser revendidos de forma
    irregular no mercado informal, gerando perdas significativas à economia e
    à sociedade, principalmente no período próximo a datas comerciais.
    Aumento do desemprego e da informalidade
    De
    acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
    (Pnad/IBGE), em 2017 o número de trabalhadores no Estado do Rio de
    Janeiro, em todos os setores é de cerca de 7 milhões, sendo que destes,
    cerca de 3 milhões estão na informalidade.
    Em
    todo o Estado, serviços e comércio concentram o maior número de
    trabalhadores sem carteira assinada, com elevados 81,1% do quantitativo
    daqueles sem vínculo formal. Isso representa um contingente de cerca de
    900 mil pessoas destes setores trabalhando sem carteira.
    Nos
    últimos anos, houve forte aceleração no fenômeno de crescimento do
    mercado informal, à medida que caiu o percentual de mão de obra com
    carteira assinada (gráfico abaixo).
    Fonte: Pnad-C/IBGE / Elaboração: Fecomércio RJ
    Informalidade x Ilegalidade
    Uma
    parte das atividades informais, embora minoria, opera na zona da
    ilegalidade, sendo responsável pela receptação e circulação de produtos
    roubados ou falsificados, geralmente oriundos de roubos de carga, a
    estabelecimentos comerciais e a transeuntes.
    Levantamento
    da Fecomércio RJ mostra que os roubos fizeram com que os gastos médios
    dos estabelecimentos com segurança (câmeras, alarmes, vigilância,
    acessos etc) era de cerca de 4,8% do faturamento em 2017, o que
    representou cerca de R$ 9,6 bilhões.
    Dados
    do ISP de 2007 a 2017 mostram oscilação no roubo a estabelecimentos
    comerciais, com taxa de incidência variando de 28,8 roubos por 100 mil
    habitantes em 2011 a 47 roubos por 100 mil habitantes em 2014. Já o
    roubo de cargas e a transeuntes alcançaram níveis ainda mais alarmantes
    neste intervalo de 10 anos. Os crimes a transeuntes passaram de 384,4
    para 510,9 /100 mil hab.; o roubo de cargas mais que dobrou, crescendo
    de 28,9/100 mil em 2007 para 63 /100 mil em 2017, alcançando o índice
    máximo desde 1991.
    Roubo de Cargas em datas comerciais
    A
    relação do roubo de cargas com o comércio ilegal de produtos receptados
    fica mais evidente quando são analisados os dados mensais deste tipo de
    crime. Ao longo dos anos, é possível verificar picos no mês de
    dezembro, quando há justamente maior trânsito de mercadorias e produtos,
    inclusive no comércio informal, por conta do Natal (gráfico abaixo).
    Grafico_ISP_Roubo_Cargas
    Fonte: ISP / Elaboração: Pesquisas e Análises Econômicas Fecomércio RJ
    Para
    a Fecomércio RJ, é necessária a criação de postos formais de trabalho
    para que haja crescimento econômico e, assim, mudanças no cenário atual
    em que a população, com a renda afetada, gera demanda para o mercado
    irregular pelos seus preços atrativos, que assim estimula o roubo, o que
    provoca um ciclo perverso para a sociedade.
    A
    Federação considera urgente a melhora na Segurança Pública e a criação
    de políticas públicas que atraiam investimentos de longo prazo,
    incentivando novos negócios e inserindo trabalhadores na economia.
    Notícias
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