Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    domingo, 11 de janeiro 2026
    Alex Ferraz
    Facebook X (Twitter) Instagram LinkedIn Threads
    • Beleza
    • Carnaval
    • Cultura
    • Colunas
      • Resenha de Negócios
      • Danilo Rasquinho
    • Gastronomia
    • Moda
    • Social
    • Turismo
    • + MAIS
      • Economia
      • Esportes
      • Famosos
      • Internacional
      • Música
      • Negócios
      • Política
      • Saúde
      • Tecnologia
      • TV
      • Mídia Kit
    Alex Ferraz
    Home»Notícias»Cultura»“Trilha Sonora” – Novo álbum da cantora e compositora Branka

    “Trilha Sonora” – Novo álbum da cantora e compositora Branka

    24/11/2019Nenhum comentário Cultura
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Threads
    Seguir
    Facebook X (Twitter) Instagram Threads

    Parece até letra de samba-canção. Mas sabe-se lá o que aconteceu com a música brasileira alguns anos atrás que o que era um virou dois: a canção, também chamada por muitos de MPB, foi para um lado, o samba para o outro. Decerto, como rompimento de casal apaixonado, muita inveja e maledicência provocou a, até hoje, lamentada separação. Muito mais do que supostas incompatibilidades entre os dois.

       Não é por acaso, portanto, que os primeiros versos do samba-canção que dá título a este novo trabalho da cantora Branka, “Trilha sonora”, refiram-se aos tempos felizes em que o samba e a MPB estavam tão juntos que pareciam – eram – uma coisa só: “Seu Pixinguinha ouvi/Assis Valente, Ary/Baden, Luiz Bonfá/Pelas manhãs de carnaval/Vi Elizeth enluarar…”.

      Na verdade, mais do que promover a reconciliação, Branka trata a música brasileira como se não houvesse separação. E a prova disso está na própria essência do novo disco: a obra do compositor Sombrinha, sambista de sucesso, fundador do grupo Fundo de Quintal, parceiro-irmão de Arlindo Cruz, renovador do cavaquinho para o samba, autor de dezenas de sucessos populares nas vozes de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e de qualquer  cantor de samba que se preze, coisas como “Só para contrariar”, “O show tem que continuar”, “Ainda é tempo de ser feliz”, “Malandro sou eu”, “Além da razão”, tantos que citar tão poucos é até indecoroso.

      Mais, muito mais do que isso: “Trilha sonora” é um álbum originalíssimo e necessário ao jogar luz sobre a obra de Sombrinha da forma sofisticada como ela é e talvez nunca tenha sido abordada em seu conjunto.

       Tudo começou quando, encantado por sua voz, Sombrinha presenteou Branka com oito de suas canções inéditas, feitas com diversos parceiros. A coleção de canções mostrou-se tão notável que, a partir delas, Branka teve a ideia ambiciosa de chamar três grandes pianistas brasileiros para escreverem os arranjos.

      Assim, com produção de Carlinhos Sete Cordas, companheiro de vida de Branka e ele próprio um instrumentista virtuose nascido e criado no meio do samba, e arranjos de Fernando Merlino, Gilson Peranzzetta e Leandro Braga, nasceu “Trilha sonora”, disco que neste 2019 celebra, mais do que os 60 anos de Sombrinha, a sua excelência como compositor.

      “Trilha sonora”, o samba-canção, elegante parceria com Paulo César Feital, já coloca a obra de Sombrinha e o disco na tradição da grande canção brasileira construída a partir de Pixinguinha por compositores que vão de Ary Barroso a João Bosco e Aldir Blanc, e modernizada nas vozes das cantoras citadas, Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Elis Regina, a tal música brasileira em que samba e MPB eram indissociáveis, e que Branka busca seguir e renovar.

      A partir daí cada canção é um espanto. “Bahia de Amado” é um samba-canção-exaltação sobre a Bahia, tema de tantos sambas, mas aqui tão original e inusitado que Gilson Peranzzetta fez por bem incluir um acordeom que dá toques franceses (a segunda pátria do Jorge Amado inspirador do samba) ao arranjo.“Pra sempre Mangueira” é outro desses casos, em princípio mais uma exaltação à Verde-e-Rosa (quase um gênero em si na música brasileira), mas que se faz original com melodia tão linda, tantas nuances harmônicas e principalmente a letra (do próprio Sombrinha) explorando as rimas com Mangueira, criando neologismos como o gerúndio “verderoseando” e o totalizante achado final: “É a Mangueira de ontem, a Mangueira de hoje, ela é do amanhã”.

       Na mesma clave da originalidade, a parceria de Sombrinha e Arlindo Cruz “Desamor” chega a flertar com a bossa nova, no violão de Claudio Jorge e no piano e arranjo sofisticadíssimos de Leandro Braga. Mas assim como renova antigas parcerias, Sombrinha inaugura outras nesta nova leva de canções. Com Moacyr Luz, por exemplo, apresenta o delicioso e feliz samba clássico “Lua de Paris”. E com Zélia Duncan em “Sorriso na Avenida”, as metáforas do samba e da ilusão do carnaval servem para, bem na tradição, exaltar o amor.

      A variedade do repertório vai de um samba tradicional como “Meus erros”, parceria inédita com Neoci dos tempos em que Sombrinha era um dos bambas do pagode do Cacique de Ramos, a uma valsa sofisticada como “Infinito e o tempo” que qualquer grande compositor do mundo assinaria e evidencia ainda mais a ampla musicalidade do compositor.

      Na melhor tradição das grandes cantoras brasileiras, Branka empresta a naturalidade, o balanço e a força de sua voz para lançar repertório inédito tão especial. Cantora e também compositora de Curitiba, onde começou sua carreira com acento pop e sofisticado, e sob seu nome de batismo, KarymeHass, Branka foi se aproximando cada vez mais do samba, na medida em que se mudava e se apaixonava pelo Rio de Janeiro e sua música. Lançado no ano passado, o CD “Trilogia flores douradas – A flor” marcou definitivamente a entrada de Branka no universo do samba pela porta da frente, avalizada por elogios e canções inéditas de gente como Moacyr Luz, Nei Lopes e Arlindo Cruz.

      Este “Trilha sonora” é uma síntese de sua trajetória, que mistura o samba mais essencial, que abraçou e a fez se tornar conhecida nas mais exclusivas rodas de samba da cidade, com a tradição mais sofisticada da música brasileira. Trabalho típico de uma intérprete de samba e de MPB, como se tal separação nunca tivesse acontecido, como se configura o futuro da melhor música popular brasileira.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Veja também...

    Leda Ferreira assina bolo de aniversário de Luzia Moraes no Samba Verão da TV Pelourinho

    09/01/2026

    Luana Piovani volta ao teatro com “Cantos da Lua”

    09/01/2026

    UVVA lança Bateia 2023 e completa trilogia de tintos

    09/01/2026

    Comments are closed.

    Últimas Notícias

    Luapsy lança o single “111” e inaugura a era do projeto “Anjobaby777”

    10/01/2026

    Leda Ferreira assina bolo de aniversário de Luzia Moraes no Samba Verão da TV Pelourinho

    09/01/2026

    Luana Piovani volta ao teatro com “Cantos da Lua”

    09/01/2026

    UVVA lança Bateia 2023 e completa trilogia de tintos

    09/01/2026

    Drinks com suplementos ganham espaço no verão

    09/01/2026

    Shopping Metropolitano Barra tem roteiro completo para férias infantis

    09/01/2026
    Alex Ferraz
    Facebook X (Twitter) Instagram LinkedIn Threads
    © 2026 Alex Ferraz.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Bloqueador de anúncios ativado!
    Bloqueador de anúncios ativado!
    Nosso site é possível através da exibição de anúncios on-line aos nossos visitantes. Por favor, ajude-nos desativando seu bloqueador de anúncios.