Enquanto os grandes palcos do Rock in Rio concentram o público em torno das atrações musicais, uma das experiências que chamou atenção no evento-teste de 2026 segue por outro caminho: em vez de colocar o espectador diante do espetáculo, a proposta é fazê-lo entrar nele. É essa a lógica do ECCO, experiência imersiva criada pela LightWire e patrocinada pela Vale, que ocupa uma arena de 780 m² na Arena Carioca.
A instalação reúne mais de 12 toneladas de estrutura e combina 2.200 m² de LED Mesh transparente, áudio tridimensional, iluminação, vento, névoa cênica e dança. O resultado é uma experiência em que diferentes estímulos acontecem simultaneamente, fazendo com que o público deixe de ser apenas espectador e passe a fazer parte da narrativa.
Tecnologia a serviço da emoção
Mais do que utilizar tecnologia para criar efeitos visuais, a LightWire desenvolveu o ECCO a partir da integração entre recursos digitais e linguagem artística. Cada elemento foi pensado para atuar dentro da dramaturgia e contribuir para a construção da experiência.
“A maioria das experiências imersivas coloca a pessoa diante de uma tela bonita. O ECCO faz o oposto: usa a engenharia para envolver todos os sentidos. A tecnologia deixa de ser equipamento e passa a fazer parte da experiência”, afirma Felipe de Almeida, fundador da LightWire.
Um dos elementos que mais contribuem para essa construção é o LED Mesh, tecnologia transparente que permite a projeção de conteúdos visuais sem criar uma barreira entre o público e os bailarinos. Para viabilizar a instalação, a LightWire combinou sua direção criativa e artística à infraestrutura da Muzik Pro, responsável pela operação técnica e logística e pelo fornecimento dos 2.200 m² de LED Mesh utilizados no projeto.
A experiência também utiliza áudio espacial para ampliar a percepção de profundidade e movimento. Em vez de uma trilha sonora concentrada em uma fonte fixa, os sons são distribuídos pelo ambiente, criando a sensação de deslocamento ao redor do espectador. Luz, imagem, vento, névoa e movimento dos bailarinos completam a composição.
“Para mim, a tecnologia só faz sentido quando está a serviço da emoção. Nosso trabalho criativo é construir uma experiência em que cada elemento conte a mesma história e faça o público se sentir parte dela. No fim, não queremos que as pessoas pensem em como aquilo foi feito, mas no que sentiram”, explica Daniel de Almeida, fundador da LightWire.
Do corporativo aos grandes palcos
A presença no Rock in Rio representa mais um passo na trajetória da LightWire, companhia fundada pelos irmãos Daniel e Felipe de Almeida. O grupo começou desenvolvendo experiências para o mercado corporativo e, ao longo dos anos, transformou esse conhecimento em uma linguagem própria que combina performance, tecnologia e narrativa.
A companhia ganhou projeção internacional após conquistar o Golden Buzzer de Simon Cowell e chegar ao TOP 5 do America’s Got Talent, ampliando o reconhecimento de seu trabalho para além do Brasil.
Agora, no Rock in Rio, essa linguagem ganha uma escala inédita. O ECCO reúne recursos físicos e digitais em uma única instalação e mostra como tecnologias como superfícies digitais transparentes, áudio espacial e processamento de conteúdo podem deixar de ser apenas ferramentas técnicas para assumir papel central na experiência artística.
“O ECCO é uma criação artística concebida para envolver e surpreender o público a partir da natureza. Apoiar o espetáculo é uma forma de aproximar as pessoas da agenda de conservação de florestas da Vale. A arte amplifica o diálogo e cria formas de conexão com a Amazônia e a Mata Atlântica, territórios onde a Vale mantém uma atuação concreta há décadas”, afirma Leandro Modé, diretor de Comunicação e Marca da Vale.
Durante o Rock in Rio 2026, o ECCO será apresentado cinco vezes ao dia. Depois do evento-teste, a experiência chega à programação oficial do festival como uma das atrações que exploram novas formas de relação entre tecnologia, arte e público.
Sobre a LightWire
A LightWire é uma companhia brasileira que combina arte, performance e tecnologia na criação de experiências imersivas. Fundada pelos irmãos Daniel e Felipe de Almeida, a empresa reúne artistas, desenvolvedores e designers visuais para criar espetáculos que integram dança, imagem, luz e tecnologia.
A companhia ganhou reconhecimento nacional e internacional após conquistar o Golden Buzzer de Simon Cowell e alcançar o TOP 5 do America’s Got Talent.
Foto: Divulgação
