Com o início do segundo semestre do ano letivo, as escolas já podem planejar atividades que unem aprendizado, cultura e diversão para os estudantes. O Museu Nacional/UFRJ está com duas exposições temporárias em cartaz até 30 de agosto que oferecem uma experiência de contato com a ciência, a história e o patrimônio por meio de atividades interativas.
As mostras “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias”, do artista plástico Vik Muniz, podem ser visitadas mediante agendamento prévio. O roteiro reúne ciência, patrimônio e arte, com destaque para peças do acervo histórico da instituição.
Bastidores da Ciência
Na exposição “Bastidores da Ciência”, desenvolvida pelas equipes do Museu Nacional/UFRJ e do projeto Museu Nacional Vive, as crianças poderão conhecer técnicas, processos e práticas que fazem parte do cotidiano de um museu de ciências. A mostra revela diferentes formas de produção do conhecimento, passando pela restauração de acervos, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e ilustrações científicas.
O destaque fica para as profissões e saberes que unem ciência, tecnologia e criatividade. Entre os itens em exposição estão os instrumentos musicais produzidos pelo luthier Davi Lopes a partir de madeiras resgatadas do incêndio de 2018, além de achados arqueológicos, ornamentos históricos restaurados e uma seleção de acervos científicos doados pelo Museu Sueco de História Natural.
Uma vitrine especial celebra os 200 anos das relações entre Brasil e Suécia, reforçando o caráter internacional da instituição e suas parcerias científicas consolidadas ao longo de duas décadas.
Rescaldo das Memórias
Já “Rescaldo das Memórias”, mostra individual do artista plástico Vik Muniz, reúne fotografias e esculturas desenvolvidas a partir de cinzas e fragmentos de peças resgatadas do Palácio de São Cristóvão após o incêndio de 2018. A exposição teve a colaboração e parceria do Museu Nacional/UFRJ, por meio do Laboratório de Processamento de Imagens Digitais (LAPID), que contribuiu para o desenvolvimento das obras.
Instalada na sala onde o fogo teve início, a mostra utiliza a arte como ferramenta para abordar a preservação da história, a memória e o papel do Museu Nacional/UFRJ como espaço de produção de conhecimento e conexão com a sociedade. A proposta é provocar reflexões sobre perda, reconstrução e resiliência institucional.
Ícones do acervo
Além das exposições temporárias, os estudantes também poderão conhecer alguns dos símbolos mais marcantes do Museu Nacional/UFRJ. Logo na entrada do Paço de São Cristóvão, o público é recebido pelo Meteorito Bendegó, um dos maiores meteoritos já encontrados no Brasil.
Outro destaque é o esqueleto de uma baleia cachalote, com cerca de 16 metros de comprimento, suspenso por uma estrutura metálica na claraboia da escadaria do prédio, proporcionando uma experiência visual impressionante aos visitantes. A peça se tornou um dos principais atrativos da instituição após sua instalação.
Agendamento
Para realizar o agendamento de grupos escolares e de projetos sociais, as instituições interessadas devem entrar em contato com o Museu Nacional/UFRJ pelo e-mail agendamento.exposicao@mn.ufrj.br, informando os dados da instituição, a quantidade de participantes, a faixa etária do grupo, o responsável pela visita e a data desejada.
As visitas são gratuitas e estão sujeitas à disponibilidade da agenda do Museu. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a educação e a democratização do acesso ao conhecimento científico e cultural.
Foto: Felipe Cohen
