Uma noite marcada pelo encontro de trajetórias pernambucanas ganha palco no Rio de Janeiro. No dia 8 de agosto, Léo da Bodega sobe ao Teatro Cesgranrio como atração de abertura do show de lançamento de “No Dia Que Tudo Mudou”, novo álbum do Medulla.
A apresentação chega logo depois de Léo inaugurar uma nova fase artística com o lançamento do single “Vai Chover”. Assim, o show no Rio se torna mais um capítulo importante nessa trajetória em transformação.
Um recorte de “Botija” no palco carioca
Reconhecido por construir uma sonoridade que aproxima trap, rap e dancehall das manifestações da cultura popular pernambucana, Léo leva ao palco um recorte do espetáculo “Botija”. O álbum consolidou sua trajetória e ganhou os palcos em um formato pensado além do show tradicional, com uma pegada de espetáculo.
Além disso, o repertório abre espaço para a nova fase do artista com “Telegrama”, releitura da canção de Zeca Baleiro que integra seu próximo álbum. A faixa antecipa os caminhos sonoros do novo projeto, funcionando como uma ponte entre o trabalho já consolidado e o que está por vir.
Raízes pernambucanas em comum
Essa apresentação marca o encontro entre artistas que compartilham referências nordestinas em suas trajetórias. Assim como Léo, os irmãos Keops e Raony, do Medulla, nasceram em Pernambuco antes de seguirem caminhos distintos na música brasileira.
“Sempre fico feliz quando a música cria esses encontros. O Medulla é um projeto que admiro há muito tempo e dividir esse palco, justamente em um momento tão importante da carreira deles, torna essa noite ainda mais especial. Quero levar um pouco da energia de Olinda para o Rio e apresentar um pouco dessa nova fase para quem ainda não conhece meu trabalho”, comenta Léo da Bodega.
De Olinda para a rabeca e o Maracatu
Nascido e criado na Rua do Amparo, no Sítio Histórico de Olinda, Léo teve seu primeiro contato com a arte ainda muito jovem, crescendo em um bairro fervoroso de artistas de diversas áreas. Influenciado e apadrinhado pelo Mestre Salustiano, aprendeu a tocar rabeca aos 6 anos de idade e tornou-se caboclo de lança no Maracatu Piaba de Ouro, onde realizou suas primeiras apresentações artísticas.
Com o passar dos anos, Léo da Bodega se envolveu em diversos projetos artísticos, musicais e sociais. Ao mesclar sua vasta experiência com gêneros contemporâneos, o artista passou a representar o rap e a rica cultura pernambucana em sua obra.
Medulla e o retorno com “No Dia Que Tudo Mudou”
Do outro lado do palco está o Medulla, dupla formada pelos irmãos gêmeos Keops e Raony. Pernambucanos nascidos em Recife e formados entre Rio de Janeiro e São Paulo, os artistas transformam a própria trajetória de deslocamento em linguagem, cruzando brasilidade, memória e invenção em uma estética crua e sofisticada que atravessa música, imagem e performance.
Ao longo de quase duas décadas, o Medulla construiu uma comunidade fiel e orgânica — conhecida como O Movimento — que acompanhou a dupla em palcos como Lollapalooza e Primavera Sound, além de turnês pelo Brasil e Europa. Nos últimos anos, Keops e Raony direcionaram parte de sua atuação para a direção criativa, participando de projetos para artistas como Gilberto Gil, Liniker, Seu Jorge, Fresno e Pabllo Vittar, além de colaborações com marcas como Ed Hardy, NuBank e AVON.
Agora, em 2026, a dupla marca sua volta à música com “No Dia Que Tudo Mudou”. Por mais de dois anos, Keops e Raony mergulharam nos estúdios da Head Media, ao lado do grupo de produtores Los Brasileros, para conceber um trabalho que atravessa jazz, brasilidades, estética alternativa e experimentações contemporâneas, sempre filtradas pelo DNA do Medulla.
Por fim, o lançamento também envolve audições imersivas e experiências criativas com a comunidade, ações que expandem a obra para além do som — um movimento que reforça a bagagem visual e conceitual acumulada pela dupla nos últimos anos.
Serviço
- Evento: Medulla – No Dia Que Tudo Mudou, com participação de Léo da Bodega
- Local: Teatro Cesgranrio – Rua Santa Alexandrina, 1011, Rio Comprido – Rio de Janeiro
- Data: 8 de agosto de 2026
- Classificação: 18 anos
- Ingressos: disponíveis no Sympla
Foto: Divulgação
