No Dia Nacional do Escritor, celebrado em 25 de julho, a literatura ganha destaque como uma força que vai além da arte: ela atua na formação humana, na educação e no desenvolvimento do pensamento crítico. Em um cenário marcado pelo excesso de informação, o trabalho dos escritores se torna ainda mais relevante ao provocar questionamentos, ampliar repertórios e estimular novas formas de enxergar o mundo.
Entre as autoras que defendem essa relação entre literatura e consciência social está Isa Colli. Com obras voltadas a públicos diferentes, ela constrói narrativas marcadas pela sensibilidade e pela reflexão, sempre com atenção a temas humanos e urgentes.
Literatura e consciência social
Em Alice: Amor, perda e renascimento, Isa Colli apresenta uma história intensa sobre resistência, dor e reconstrução. A obra aborda questões como desigualdade, vulnerabilidade social e a força de uma mulher diante das adversidades. Já em Ahmed foge da guerra, a autora dá voz à experiência de uma infância atravessada pelo conflito, ao narrar a trajetória de um menino e sua família em busca de paz e esperança.
Essa combinação de emoção e reflexão ajuda a aproximar o leitor de realidades distintas e amplia a função da literatura no ambiente educativo. Assim, os livros deixam de ser apenas expressão artística e passam a atuar também como instrumentos de formação crítica.
Empatia e reflexão
Para Isa Colli, escrever é também formar consciências. “A literatura tem um papel essencial na educação porque desperta a empatia, amplia o olhar do leitor e ajuda a desenvolver o pensamento crítico desde cedo. Quando uma história emociona e, ao mesmo tempo, provoca reflexão, ela cumpre uma função transformadora”, afirma.
A autora destaca ainda que o contato com livros capazes de dialogar com realidades diversas contribui para a construção de cidadãos mais sensíveis e preparados para interpretar o mundo. Dessa forma, a leitura se torna uma experiência que ultrapassa o entretenimento e alcança a formação social.
Papel dos escritores
“Os escritores têm a responsabilidade de criar pontes entre a imaginação e a realidade. Em obras como Alice e Ahmed foge da guerra, buscamos tocar o leitor não apenas pela emoção, mas também pela reflexão sobre temas urgentes e humanos”, completa.
No contexto do Dia Nacional do Escritor, a fala reforça a importância de valorizar a produção literária como aliada da educação e da formação crítica. Ao dar vida a personagens, histórias e conflitos que refletem a complexidade da sociedade, escritores como Isa Colli colaboram para ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a leitura.
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