A Copa do Mundo movimenta muito mais do que estádios e seleções. Para pequenos e médios empreendedores, o torneio representa uma das janelas de negócio mais previsíveis do ano — e quem se preparar com antecedência pode colher resultados expressivos. Um estudo do Resenha Digital Clube, conduzido pela Data-Makers, revela que 71% dos brasileiros pretendem aumentar o consumo de produtos e serviços durante os jogos.
A demanda, no entanto, tem um endereço claro. Com a preferência por evitar deslocamentos em dias de jogo, o consumo se concentra dentro dos condomínios e espaços residenciais, atingindo seu pico justamente nos momentos em que as partidas acontecem.
Varejo de proximidade em evidência
Para Leonardo de Ana, cofundador e coCEO da InHouse Market, rede líder em minimercados autônomos 24h no Brasil, o comportamento do consumidor em grandes eventos esportivos reforça a lógica do varejo de proximidade.
Durante a Copa, o consumidor não quer perder tempo com deslocamento ou filas. Ele quer resolver tudo em minutos, dentro do próprio condomínio.
Segundo o executivo, esse comportamento cria uma oportunidade relevante para pequenos empreendedores, que podem operar com estruturas mais enxutas e se beneficiar de picos de demanda previsíveis. “A Copa concentra consumo em momentos específicos. Quem está preparado para isso consegue capturar vendas que, em outro contexto, estariam diluídas”, explica Leonardo.
O que os brasileiros vão comprar
Um levantamento da NielsenIQ sobre tendências de consumo durante a Copa detalha quais categorias lideram a intenção de compra no Brasil e no mundo. As bebidas não alcoólicas aparecem no topo, com 39,8% de intenção, seguidas pelas alcoólicas (38,2%). Refeições prontas, pizzas e lanches avançam para 31,8%, enquanto mercearia (28,4%) e bomboniere (20,1%) completam o cenário.
O estudo também registra uma tendência crescente entre os brasileiros: a preferência por produtos com menos álcool e menos calorias, mesmo em contexto de celebração. Além disso, a popularização da Air Fryer impulsiona diretamente a demanda por congelados. Com presença em 47,8% dos lares paulistas e 33 milhões de unidades vendidas no Brasil entre 2020 e 2024, o equipamento transforma o perfil de consumo dentro de casa.
Tecnologia como diferencial competitivo
Outro ponto destacado por Leonardo é o papel da tecnologia na competitividade dos pequenos negócios. Soluções baseadas em inteligência artificial já permitem que operadores independentes gerenciem estoque, prevejam demanda e evitem ruptura com a mesma eficiência de grandes redes varejistas.
A personalização também entra em cena. “Se o sistema entende o padrão de consumo daquele cliente — por exemplo, que ele compra cerveja em dias de jogo —, é possível oferecer um combo complementar em tempo real. É transformar dado em venda no momento certo”, afirma o executivo.
Com investimento inicial de cerca de R$ 40 mil para o licenciamento, o modelo de minimercado autônomo se apresenta como uma alternativa acessível para quem deseja empreender aproveitando o momento do torneio.
Copa como ponto de partida, não de chegada
No entanto, Leonardo faz um alerta importante: aproveitar o pico da Copa é uma oportunidade real, mas não garante, por si só, um negócio sustentável. Para escalar além do evento, é preciso conhecer profundamente o modelo, entender o ponto de venda e operar com consistência ao longo de todo o ano.
No varejo autônomo, o sucesso está na consistência. É preciso estar sempre alinhado ao que o cliente quer, independentemente da sazonalidade.
Para o cofundador da InHouse Market, isso envolve acompanhar calendários, interpretar pesquisas e ajustar o mix de produtos conforme o comportamento real do consumidor. “Empreender é execução. A Copa é uma oportunidade clara: comece, teste, aprenda rápido e ajuste a operação com base no comportamento real do consumidor”, conclui.
Sobre a InHouse Market
Criada em 2020, a InHouse Market é líder em mercados autônomos 24h no Brasil, com mais de 1.800 lojas inauguradas em mais de 325 cidades. A empresa opera com tecnologia proprietária SaaS (Shoppbud) e modelo de licenciamento que combina praticidade para o consumidor e flexibilidade para o empreendedor.
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