Estudo da Capco mostra que consultores financeiros que combinam inteligência artificial com empatia e foco se destacam na gestão de patrimônio moderna.
Um momento decisivo para o setor
O consultor financeiro vive um dos momentos mais exigentes e decisivos de sua história. É o que aponta o estudo da Capco, “Consultores em um momento decisivo: foco, empatia e capacitação no cenário moderno de gestão de patrimônio”. Além disso, transformações como a inteligência artificial, novos ativos e dinâmicas globais redefinem o papel desse profissional.
O desafio já não está em acessar informação, mas em dar direção a ela. A abundância de dados e ferramentas exige do consultor a capacidade de filtrar o que é relevante. Dessa forma, transformar volume em clareza torna-se essencial para conectar recomendações às prioridades reais de cada investidor.
Foco como ativo estratégico
O excesso de dados e produtos disponíveis elevou o foco à condição de diferencial competitivo. Mais do que reduzir opções, trata-se de direcionar tecnologia e análise para o que efetivamente gera valor. No entanto, os profissionais que se destacam são os que conseguem transformar complexidade em decisões mais assertivas.
Empatia reforçada pela digitalização
A crescente digitalização não reduz a importância da empatia — ao contrário, a reforça. Compreender expectativas, inseguranças e motivações que não aparecem nos números é fundamental para construir confiança. Além disso, investidores demandam cada vez mais uma abordagem alinhada aos seus valores e objetivos de vida.
O domínio de ferramentas digitais, analytics avançado e inteligência artificial ampliam a capacidade do consultor de transformar dados em orientações claras e acionáveis. Por fim, integrar tecnologia ao processo de aconselhamento torna a experiência mais fluida e relevante para o investidor.
O consultor como orientador estratégico
Além do conhecimento técnico, ganham peso habilidades como comunicação, leitura de cenários complexos e capacidade de traduzir dados em estratégias compreensíveis. O consultor passa, cada vez mais, a atuar além dos investimentos, abrangendo diferentes dimensões da vida financeira do cliente. Dessa maneira, a volatilidade econômica aumenta ainda mais a demanda por esse tipo de orientação qualificada.
Para Luciano Sobral, South America Managing Partner da Capco, o futuro da gestão de patrimônio não será determinado apenas pela evolução tecnológica. “Os consultores que conseguirem combinar inteligência artificial com empatia, foco e capacitação tendem a assumir um papel cada vez mais central e indispensável na jornada do investidor”, afirma.
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