José Emilio Fehr Pereira Lopes desenvolveu molécula com IA que destrói seletivamente células cancerígenas, usando nanotecnologia e apoptose.
Origem da pesquisa inovadora
O cientista brasileiro José Emilio Fehr Pereira Lopes, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva, conduziu o estudo na Harvard Medical School. Os trabalhos iniciaram em 2009. A equipe analisou uma molécula oleosa descrita por Elieser Flescher, da Universidade de Tel Aviv.
Essa molécula era difícil de dissolver sem perder atividade. Assim, surgiu a ideia de encapsulá-la em um “cavalo de Troia” nanométrico. Cerca de 200 mil dessas estruturas caberiam no diâmetro de um fio de cabelo humano.
Estratégia com nanotecnologia
A pesquisa baseou-se na biologia tumoral. Células cancerígenas produzem energia diferente das saudáveis. José Emilio uniu engenharia molecular, bioenergia e modelagem computacional.
Ele contou com tutoria de José Alexandre Marzagão Barbuto e Arthur Cesar Azevedo Menezes. Dessa forma, criaram a molécula A4, biointeligente, envolvida em açúcar modificado.
“Células precisam desesperadamente de glicose para sobreviver. O açúcar possui entrada livre nas células.”
O açúcar transporta a droga diretamente para as células. No entanto, o câncer absorve mais glicose. Assim, a molécula age seletivamente nas tumorais.
Mecanismo de apoptose ativado
A molécula interfere nas mitocôndrias das células tumorais. Elas atuam como fiscais metabólicos. Quando detectam falhas, liberam Citocromo C, iniciando a apoptose.
No câncer, esse sistema está desligado. Por outro lado, a molécula o reativa. Dessa maneira, as células cancerígenas iniciam autodestruição natural, sem danificar o organismo.
“O corpo humano possui ‘interruptores biológicos’ capazes de desligar células defeituosas. Esse mecanismo chama-se apoptose.”
Desenvolvimento e perspectivas
A técnica foi testada em vários sistemas de transporte. José Emilio formou-se em medicina em 1989. Desde 2011, reside em Orlando, nos EUA.
Atualmente, a Nanocare Technologies, startup em Delaware, conduz testes pré-clínicos. Em seguida, submeterão à FDA. Portanto, a abordagem promete avanços na oncologia.


