Construtoras buscam importados por previsibilidade e qualidade em projetos globais; CBIC e SindusCon-SP apontam riscos de retrabalho nacional.
Desafio em projetos internacionais
Investimentos em hotelaria e resorts crescem no Brasil. Exigem especificações técnicas globais. Materiais nacionais variam em espessura e acabamento.
A CBIC registra avanço de insumos importados em obras premium. O SindusCon-SP alerta para retrabalhos de até 10% do custo. Assim, comprometem prazos.
“Projetos internacionais chegam com especificações claras. Materiais nacionais não atendem auditorias rigorosas.”
Celso Zaffarani, CEO da Zaffarani Design Build
Variações geram impactos
Chapas metálicas irregulares afetam alinhamento. Reduzem durabilidade. Por outro lado, aumentam atrasos em obras auditadas.
Importação vira decisão técnica. FGV aponta gargalos em padronização. Bens intermediários são 60% das importações brasileiras.
Países fornecedores chave
O Brasil depende de Itália, Espanha e Alemanha. Também da China para insumos específicos. Apesar de produzir aço, busca desempenho preciso.
“Importação garante previsibilidade. Evita retrabalho e desgaste reputacional”, explica Zaffarani. Assim, sustenta competitividade.
Custos e logística desafiam
Instabilidade no Oriente Médio pressiona fretes. CNI indica “Custo Brasil” eleva 30% os gastos. Tributos dobram valor de importados.
Revestimentos e iluminação limitam oferta nacional. Fabricantes locais usam componentes estrangeiros. Essa dinâmica é estrutural.
Qualidade impulsiona setor
IBGE mostra indústria no PIB caiu para 11%. Redes globais expandem hotelaria e hospitais. Exigências técnicas crescem.
Por fim, materiais compatíveis evitam retrabalhos. Garantem atratividade de investimentos. Dessa forma, fortalecem construção civil.

