Às vésperas dos 10 anos, Museu do Amanhã inaugura sala “Onde Estamos?” com videoinstalação sobre os tempos pós-normais.
Primeira etapa da atualização da mostra
O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, iniciou o projeto de renovação de sua exposição principal, “Do Cosmos a Nós”. A primeira etapa abre ao público nesta sexta-feira, dia 12, com a substituição do espaço “Antropoceno” pela nova sala “Onde Estamos?”.
A área revitalizada apresenta uma videoinstalação imersiva assinada pelo diretor Estevão Ciavatta Pantoja. Assim, o museu propõe uma reflexão sensorial sobre o tempo presente e os desafios contemporâneos.
O projeto marca o início das comemorações pelos 10 anos do Museu do Amanhã, que será celebrado em dezembro. A atualização reforça o compromisso da instituição com conteúdos dinâmicos e em constante diálogo com a sociedade.
“Tempos pós-normais” em foco
Segundo Fabio Scarano, curador do Museu do Amanhã, o conceito do vídeo parte da ideia de que vivemos um tempo pós-normal. Trata-se de um período que separa um normal conhecido de outro ainda desconhecido e em construção.
Os chamados tempos pós-normais são marcados por complexidade, contradição e caos, explica o curador. Dessa forma, a nova sala convida o visitante a reconhecer incertezas e a refletir sobre o papel humano nesse cenário.
“Fazer um novo conteúdo para a sala ‘Onde Estamos’ foi um desafio enorme, do tamanho da complexidade da vida que hoje estamos vivendo”, afirma Estevão Ciavatta, ressaltando a ambição da proposta artística.
Novos conteúdos nas Cavernas
No espaço das Cavernas, a equipe curatorial formada por Fabio Scarano, Liana Brazil e Luiz Alberto Oliveira introduziu novos conteúdos. A apresentação ganhou uma solução estética criada pelo escritório de design Celso Longo + Daniel Trench.
“Nossa missão é repensar a experiência do museu para que cada pessoa se sinta parte de uma narrativa viva e em constante movimento”, afirma Liana Brazil, diretora criativa da SuperUber. Segundo ela, cada espaço convida à descoberta e ao diálogo.
Para Luiz Alberto Oliveira, o conceito central da exposição é mostrar que as ações humanas têm alcance planetário e consequências de longa duração. Nesse contexto, ele considera natural que o antigo setor Antropoceno seja o primeiro a passar por atualização de conteúdo e expografia.
Jornada fluida e processo contínuo
O novo espaço “Onde Estamos?” mantém coerência com os demais ambientes da exposição principal. Dessa maneira, garante uma jornada fluida para o visitante, conectando a narrativa sobre o planeta e o futuro comum.
Com altas expectativas em relação à recepção do público, o Museu do Amanhã planeja lançar uma pesquisa de percepção. O objetivo é entender como cada pessoa vive a experiência na sala renovada e nos demais espaços.
A atualização de “Do Cosmos a Nós” é um processo contínuo, com previsão de renovação de outras salas ao longo dos próximos dois anos. As mudanças serão viabilizadas a partir de aportes da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Mês de aniversário e nova exposição sobre o oceano
Dezembro também é mês de celebrações e novidades no Museu do Amanhã. Além da renovação da exposição principal, a instituição estreia a mostra autoral “Oceano – o Mundo É um Arquipélago”.
A abertura da exposição será em 17 de dezembro, data exata do aniversário do museu. Nessa ocasião, a entrada será gratuita para todos os visitantes, graças ao oferecimento de parceiros e mantenedores.
A gratuidade conta com o apoio de Banco Santander Brasil, Shell, Vale, Motiva, IBM, TAG e Engie, entre outras empresas parceiras. Assim, o público poderá celebrar os 10 anos do museu com programação ampliada.
Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (idg). O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em parceria com a Fundação Roberto Marinho, ligada ao Grupo Globo.
Exemplo de parceria entre poder público e iniciativa privada, a instituição é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Tem o Banco Santander Brasil como patrocinador master e Shell, Vale e Motiva como mantenedores.
O museu conta ainda com IBM e TAG como patrocinadores, tem a Globo como parceiro estratégico e copatrocínio de Águas do Rio e Heineken. Recebe apoio de empresas como Bloomberg, Engie, B3, Rede D’or, White Martins, EGTC, Renner, Granado, Mattos Filho, TechnipFMC, Caterpillar, EMS e Sulamérica.
Pela Lei de Incentivo Municipal, o Museu do Amanhã conta com o apoio de Accenture e Fitch Ratings. A instituição também mantém parcerias de mídia com Rádio Mix, NovaParadiso, Revista Piauí, JB FM, Canal Curta ON e Folha de S.Paulo.
Sobre o idg
Há mais de 20 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. A organização combina conhecimento, inovação e criatividade para criar experiências que estimulam reflexão.
Guiado pelo propósito de “esperançar futuros possíveis”, o idg implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, administra o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO.
O instituto também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, e inaugurou o Museu das Amazônias, em Belém. Dessa forma, consolida atuação nacional em projetos de impacto socioambiental e cultural.
