2º Encontro das Nações reúne culturas ancestrais no Museu da República com programação gratuita e celebração da diversidade no Rio de Janeiro.
O Palácio do Catete se transformou em um grande território de ancestralidade, diversidade e celebração durante o 2º Encontro das Nações: Saberes do Estado do Rio de Janeiro. O evento ocupou os jardins do Museu da República e criou um vibrante ponto de encontro entre culturas, tradições e saberes que moldam a identidade fluminense.
Imersão cultural e programação plural
Das danças dos povos originários aos toques de terreiro, passando pelas rodas de samba, expressões ciganas, cortejos, oficinas e debates, o encontro reuniu povos originários, quilombolas, comunidades de terreiro, artistas, chefs, artesãos e grupos tradicionais como Awurê, Cacique de Ramos, Banda Afro Tafaraogi e a bateria da Portela.
Com entrada gratuita e programação das 10h às 18h, o público vivenciou uma experiência profunda voltada à cultura, aos saberes e à economia criativa, consolidando o espaço como palco de encontro e valorização das matrizes culturais do Rio de Janeiro.
Homenagens e reconhecimento
Ao longo dos dois dias, mestres, líderes e guardiões de saberes foram homenageados com os títulos de Baluarte das Nações e Difusor Cultural das Nações. Entre os agraciados, estiveram o babalawô Ivanir dos Santos, José Beniste e representantes religiosos que simbolizam a resistência e continuidade das tradições.
O encontro também contou com lançamentos de livros, palestras, rodas de conversa e apresentações que reforçaram a pluralidade dos territórios culturais, além de barracas de moda e gastronomia africana, fortalecendo o elo entre cultura, memória e geração de renda.
Saberes ancestrais e continuidade
Segundo o curador Marcelo Fritz, o evento assume um papel simbólico no Mês da Consciência Negra ao fortalecer identidades e criar pontes entre gerações. Para ele, a transmissão de técnicas e práticas ancestrais é fundamental para manter vivas as raízes culturais e impulsionar novas lideranças.
O Palácio do Catete se consolidou como cenário de culturas milenares em diálogo, reunindo cantos, rituais, sambas, sabores e celebrações que reafirmam a força das nações que compõem a identidade do Rio de Janeiro.












