Alex Ferraz

Criolice comemora 16 anos com feijoada grátis

O projeto Criolice completa 16 anos de existência neste sábado, 19 de setembro, com uma programação especial no Centro Cultural Tia Doca, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A celebração reúne feijoada gratuita, roda de conversa sobre ancestralidade e mulheres negras, feira de empreendedorismo e dois tempos de roda de samba dedicados à valorização da cultura negra.

De endereço novo, mas ainda em Madureira, o encontro marca uma nova etapa da trajetória do Criolice, que começou no Ponto Chic, em Padre Miguel, e se consolidou como um espaço de celebração da música e da identidade negra. A programação começa às 13h, com feijoada gratuita distribuída até as 15h e cortesia de entrada para todos os públicos até as 17h.

Dois tempos de samba e homenagem a grandes nomes

Para marcar os 16 anos, o Criolice prepara uma edição comemorativa com uma novidade: dois tempos de roda de samba, comandados por dois grupos diferentes. O repertório foi escolhido para valorizar a ancestralidade e reunir clássicos de nomes fundamentais para a história do samba.

Entre os homenageados estão Candeia, Ney Lopes, Monarco, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho e Dona Ivone Lara. Além disso, a roda também incluirá canções da atualidade, promovendo um encontro entre diferentes gerações do gênero e reforçando a conexão entre tradição e contemporaneidade no samba carioca.

Feira de empreendedorismo e roda de conversa

A programação terá início com uma feira de empreendedorismo negro, que reúne expositores de diferentes segmentos, do artesanato à gastronomia. O espaço conta com forte presença de mulheres empreendedoras, em sintonia com o papel do projeto de fortalecer iniciativas econômicas e culturais ligadas à população negra.

Em seguida, acontece uma roda de conversa com o tema “Tia Doca da Portela: Ancestralidade, samba, memória e resistência das mulheres negras”. O debate reúne nomes importantes como Rogério Família, Jonathan Raymundo e Dandara Barbosa (Wakanda In Madureira), Jana Guinond, Déborah Medeiros e Aline Monteiro.

Na sequência, o samba toma conta do espaço com um repertório marcado pela valorização da ancestralidade e por clássicos de grandes nomes da música brasileira.

16 anos de resistência cultural

O Criolice celebra 16 anos de resistência cultural e reafirma sua importância na valorização do samba, da cultura negra e da ancestralidade. Ao longo desse período, o projeto se consolidou como um ponto de encontro para quem vive e promove o samba em suas diferentes expressões, sempre com foco na memória, na identidade e na continuidade das tradições.

A edição especial no Centro Cultural Tia Doca reforça esse papel ao ocupar um território simbólico de Madureira, um dos principais redutos de tradição e resistência do samba carioca. Assim, a festa de aniversário se transforma também em um ato de reconhecimento e fortalecimento da cultura negra na cidade.

Trajetória do Criolice

Criado por Rose Maciel, Leandro Braz e Dayvson Gomes, o Criolice começou no Ponto Chic, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o crescimento do público, o encontro ganhou novas proporções e deixou de ser realizado na rua, migrando para espaços que pudessem acolher melhor os frequentadores.

Na época, dois administradores do Parque Madureira estavam entre os frequentadores do Criolice, abrindo caminho para que a programação chegasse a Madureira. Desde então, o projeto se firmou em um dos principais territórios de resistência e tradição do samba carioca, mantendo viva a proposta de celebrar a música e a identidade negra.

Serviço

Foto: Divulgação

Criolice comemora 16 anos com feijoada grátis
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