O cantor e compositor baiano Del Feliz levou o forró e a cultura nordestina à Bienal Internacional do Livro de São Paulo nesta semana. Pela segunda vez na programação do evento, o artista se apresentou no Espaço Cordel e Repente, unindo música, literatura, poesia e tradição oral.
A participação do cantor reforçou a presença de referências nordestinas em um encontro dedicado aos livros, às editoras, aos escritores, aos leitores e à diversidade cultural brasileira. Del Feliz representou a Bahia e o forró em um espaço que aproxima manifestações artísticas marcadas por histórias e expressões da região.
Forró encontra cordel e literatura
A presença de Del Feliz na Bienal amplia o diálogo do forró com outras linguagens culturais. Em vez de se restringir aos palcos e aos festejos juninos, o gênero chega a uma programação literária para estabelecer conexões com o cordel, a poesia e as narrativas que fazem parte do repertório nordestino.
“Estar na Bienal representando a Bahia e o forró é uma honra. É importante que a nossa música esteja nesses espaços, ao lado da literatura e do cordel. O Nordeste tem uma produção cultural muito rica e precisamos ampliar cada vez mais essa presença”, afirma Del Feliz.
O artista participou do Espaço Cordel e Repente, organizado pela Editora IMEP, que completa 25 anos de atuação. A iniciativa reúne representantes de diferentes estados nordestinos e abre espaço para manifestações ligadas à literatura de cordel, à música e à tradição oral.
Dessa forma, a participação de Del Feliz reforçou a relação entre o forró e outras formas de expressão da cultura nordestina. O encontro colocou em evidência referências compartilhadas, como a oralidade, a poesia, as histórias populares e a força das identidades regionais.
Encontros musicais em São Paulo
Entre os momentos que marcaram a passagem de Del Feliz pela Bienal esteve o encontro com Chico Pessoa, nome da música nordestina que acompanhou o artista durante a programação.
Del Feliz também dividiu o palco com Piter e com a cantora Cláudia Costta. As participações aproximaram vozes e trajetórias ligadas à música baiana e nordestina, ampliando a presença do forró dentro da programação do espaço.
Além disso, o evento contou com nomes como Mayana Neiva, Chambinho do Acordeon, Maviael Melo, Taís Nader e Luciano Calazans. A presença dos artistas levou diferentes expressões da cultura e da música nordestinas ao encontro realizado na capital paulista.
Identidade cultural em circulação
Para Del Feliz, ocupar uma feira literária com o forró é também uma forma de reafirmar a identidade cultural do Nordeste. A aproximação entre música e literatura permite criar pontes entre linguagens que carregam referências, memórias e formas de contar histórias ligadas à região.
Durante sua passagem pela Bienal, o cantor encontrou artistas e representantes da cultura baiana e nordestina. Assim, a participação em São Paulo colocou o forró em contato com públicos diversos dentro de um evento de dimensão nacional.
A agenda integra um movimento no qual Del Feliz busca levar a música e a cultura nordestinas a diferentes espaços no Brasil e no exterior. Por fim, após a participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o artista segue para Paris, na França, onde dará continuidade à agenda internacional.
Serviço
- Artista: Del Feliz
- Evento: Bienal Internacional do Livro de São Paulo
- Espaço: Cordel e Repente
- Organização do espaço: Editora IMEP
- Próximo destino da agenda: Paris, França
Foto: Edgard Souza
