Alex Ferraz

Rock in Rio estreia Palco Mundo e recebe Foo Fighters

O Rock in Rio 2026 abriu os portões da Cidade do Rock nesta quinta-feira, 4, com um novo Palco Mundo, experiências imersivas e uma apresentação do Foo Fighters que encerrou a primeira noite do festival. De volta ao evento após sete anos, a banda liderada por Dave Grohl levou clássicos de diferentes fases da carreira para uma plateia impactada pela nova cenografia.

Como manda a tradição, os primeiros fãs que chegaram ao festival foram recebidos com aplausos pela equipe da Rock World. Dessa forma, a abertura reafirmou o papel do público como centro da experiência construída na Cidade do Rock.

“Ver essa multidão chegando, encontrando os amigos, cantando, se emocionando e vivendo a Cidade do Rock é uma emoção que não muda. Pelo contrário, a cada edição ela parece ainda maior.”

A declaração é de Roberto Medina, presidente e criador da Rock World. Para ele, o início de uma nova edição representa o momento em que meses e anos de preparação ganham vida diante dos fãs. “Hoje, quando vejo esse novo Palco Mundo, essa nova Cidade do Rock e tudo o que preparamos para 2026 ganhando vida diante dos fãs, tenho a certeza de que o Rock in Rio continua fazendo aquilo que sempre fez: transformar sonhos em experiências e reunir pessoas para celebrar a música, a cultura e a vida”, celebrou.

Novo Palco Mundo amplia imersão do público

O novo Palco Mundo foi um dos primeiros destaques percebidos por quem entrou na Cidade do Rock. Pela primeira vez, toda a estrutura frontal recebeu 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição, formando um único painel visual e transformando cada apresentação em uma experiência ainda mais imersiva.

Mônica Souza, 51 anos, administradora e moradora de Niterói, no Rio de Janeiro, acompanhou outras edições do festival e destacou a mudança. “É uma sensação incrível, parece que você está dentro do palco, muito perto do artista. O LED envolve a gente e faz parecer que estamos junto com ele, vivendo o show de dentro. Já tinha vindo em outras edições do Rock in Rio e o novo palco realmente traz uma experiência completamente diferente para o público.”

Após o espetáculo The Flight, Nova Twins abriu a programação do Palco Mundo com sua mistura de punk, rock alternativo e atitude. A dupla apresentou faixas como “Cleopatra” e “N.O.V.A”. Em seguida, The Hives levou sua irreverência à Cidade do Rock, com muita interação com o público e músicas como “Main Offender”, “Hate to Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”.

Rise Against manteve a intensidade da noite em uma apresentação marcada por “Savior”, “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”. Enquanto isso, rodas punks se formavam constantemente em meio ao público, acompanhando a energia do show.

Foo Fighters encerra primeira noite

O encerramento ficou por conta do Foo Fighters, que retornou ao Rock in Rio após sete anos. A banda liderada por Dave Grohl apresentou uma seleção de sucessos que atravessam gerações, entre eles “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench” e “Best of You”.

A apresentação acompanhou a grandiosidade visual do novo Palco Mundo e terminou com “Everlong”, um dos momentos mais aguardados pelos fãs. Assim, a primeira noite do festival reuniu a força do repertório do Foo Fighters à nova dimensão cenográfica da Cidade do Rock.

Sunset reúne gerações do rock brasileiro

No Palco Sunset, o primeiro dia foi dedicado a encontros entre diferentes gerações do rock. Di Ferrero abriu a programação com músicas de sua trajetória no NX Zero, como “Cedo ou tarde”, “Daqui pra frente” e “Razões e Emoções”, além de “Deixa Sonhar”, de seu disco mais recente, “S7te”.

O artista recebeu Danilo Cutrim, vocalista das bandas Forfun e Braza, e também apresentou covers de “Come as You Are”, do Nirvana, e “Aonde Quer Que Eu Vá”, dos Paralamas do Sucesso. Na sequência, Detonautas convidou Biquini para um encontro que levou o público a cantar faixas como “Zé Ninguém”, “Vento Ventania”, “Só por hoje” e “Quando o sol se for”.

Hot Milk representou a nova geração do rock britânico ao combinar pop punk e rock alternativo. Por fim, Capital Inicial recebeu Dado Villa-Lobos em um show preparado para o festival, com clássicos como “Veraneio Vascaína”, “Natasha”, “Primeiros Erros” e “Tempo perdido”, em celebração ao legado de Renato Russo.

ECCO estreia com tecnologia, corpo e natureza

Fora dos palcos, uma das principais estreias da edição foi o ECCO by LightWire. Instalado em uma arena própria na Cidade do Rock, o espetáculo propõe uma jornada imersiva de 360 graus que combina luz, som, tecnologia, corpo, aromas e natureza.

A narrativa é inspirada na floresta como origem do som e percorre vibrações primordiais do planeta, como vento, água, raízes e fogo. Dessa forma, o espetáculo mostra como o ser humano transforma esses elementos em música, arte e emoção.

A guia turística Ana Carolina Silva, 28 anos, moradora do Rio de Janeiro, começou sua segunda edição de Rock in Rio pela experiência. “Eu amei o ECCO, um espetáculo bem dinâmico, com um jogo de luzes muito bonito e que fala bastante sobre a natureza. A parte da água e da queda da cachoeira achei incrível. É muito bom ter uma experiência como essa dentro do Rock in Rio, porque conseguimos parar por 20 minutos e ter um momento completamente diferente dos shows, inesquecível”, celebrou.

O ECCO reúne bailarinos, coreografias, trilha sonora original com tecnologia surround, projeções mapeadas, holografia, áudio imersivo e figurinos tecnológicos. Entre os destaques estão o PixelWear, com mais de 1.500 pixels de LED controlados individualmente, e o NewDress, que utiliza 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED.

New Dance Order apresenta nova cenografia

O New Dance Order também estreou uma nova estrutura em 2026. A cenografia tem 56,50 metros de largura e 22,5 metros de altura, com 502 m² de painéis de LED que integram música, luz e movimento na maior pista de dança da Cidade do Rock.

A abertura do palco marcou ainda a estreia do movimento “Dancing for a Better World”, que mobiliza artistas, fãs e a indústria da música eletrônica em torno de ideais de paz e de um mundo melhor. O momento simbólico incluiu um minuto de reflexão, balé, pirotecnia, conteúdo audiovisual e uma bandeira gigante erguida pelo público diante do palco.

Felipe Mourão, 23 anos, estudante de Engenharia Civil de Brasília, viveu sua primeira edição do Rock in Rio. “Foi uma sensação incrível, uma abertura surreal. É minha primeira vez no Rock in Rio e acho que é um assunto muito importante para a gente falar sobre”, afirmou.

Na programação, Cat Dealers foi o Special Opening, seguido por ATKÖ e pelo encontro entre GIU e Carola. Steve Angello encerrou a noite com um set que percorreu diferentes fases de sua carreira e levou a pista a um grande clímax de luzes e batidas.

Outros palcos movimentam a Cidade do Rock

O Espaço Favela recebeu Hitmaker, que transformou a área em pista de dança com uma sequência de sucessos e a participação de sua filha no palco. Rodrigo do CN fechou a noite com uma apresentação marcada por hits e clima de baile.

No Supernova, Chady abriu os trabalhos. Rock in Gil, com Larissa Luz, homenageou a obra de Gilberto Gil, enquanto Venere Vai Venus levou personalidade à programação e Diogo Defante encerrou as atividades do espaço.

Já o Global Village recebeu Giovanna Moraes, Leela e Paulinho Moska. A artista da nova geração do rock alternativo brasileiro apresentou músicas como “Luluzete”, “As minas no Poder” e “Finalmente seja ouvida”. Leela trouxe canções como “Sou assim”, “Garota Espelho” e “Ver o que faço”, além das participações de Arnaldo Brandão em “Blá blá blá… Eu te amo” e “O Tempo não para”, de Cazuza.

Para encerrar a noite do Global Village, Paulinho Moska apresentou “A seta e o alvo”, “Admito que perdi”, “Muito pouco”, “Lágrimas de diamantes” e “Namora comigo”. O repertório também incluiu “Esse tal de rock n roll”, de Rita Lee, e “Fullgás”, de Marina Lima.

Ação contra a fome e praticidade para o público

Em 2026, o Rock in Rio ampliou o compromisso com o pilar “Por Um Mundo Melhor” ao se unir à Ação da Cidadania em uma mobilização nacional de combate à fome. A parceria começou com a doação de 500 mil pratos de comida pelo festival e estabeleceu como meta chegar a 2 milhões de pratos até o fim desta edição.

Além disso, o festival oferece venda antecipada de comidas e bebidas pelo aplicativo oficial. Os fãs podem selecionar produtos de marcas como Heineken, Coca-Cola, Schweppes Mixed, Red Bull, Crystal e Bob’s, escolher o dia de consumo e realizar o pagamento por PIX ou cartão de crédito.

A compra antecipada não está vinculada ao ingresso e exige que o fã já tenha garantido acesso ao festival. No dia do evento, a retirada deve ser feita nos bares fixos participantes, mediante apresentação do QR Code gerado no aplicativo. Cada unidade tem um QR Code próprio, pessoal e intransferível.

Na primeira compra de bebida, o público recebe um copo que pode ser reutilizado ou trocado nas compras seguintes. A partir da segunda compra, o retorno ou a reutilização do copo garante desconto em uma nova bebida, independentemente da marca escolhida.

Serviço

Foto: Divulgação

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