Alex Ferraz

Verônica Sabino e Conexão Rio no sambalanço no Manouche

A cozinha instrumental mais swingada do Rio encontra uma das vozes mais marcantes da MPB em uma noite que promete resgatar décadas de história musical carioca. Na próxima sexta-feira, dia 28 de agosto, às 21h, o palco do Manouche recebe o espetáculo No Swing do Sambalanço, com Verônica Sabino e o grupo Conexão Rio.

O encontro celebra o sambalanço, gênero genuinamente carioca nascido na década de 1950 que, apesar do tempo, continua vivo e pulsante nas pistas e palcos até hoje. Dessa forma, o show funciona quase como uma linha do tempo sonora, conectando o passado ao presente da música brasileira.

Um repertório de peso

No repertório, o público será embalado por clássicos imortalizados por gigantes da nossa música. A lista de nomes reunidos impressiona: Orlandivo, Silvio César, Ed Lincoln, Elza Soares, Wilson Simonal, Jorge Benjor, Erasmo Carlos, Emílio Santiago, Gilberto Gil e Tim Maia estão entre os artistas homenageados na noite.

Essa amplitude de referências mostra a versatilidade do sambalanço como gênero, capaz de atravessar estilos e gerações sem perder a identidade rítmica que o tornou símbolo da noite carioca.

A trajetória de Verônica Sabino

Com uma trajetória sólida e sofisticada, Verônica Sabino soma 12 CDs e 2 DVDs lançados ao longo da carreira. Além disso, a cantora já levou sua voz em turnês pelo Brasil, Europa e Japão, consolidando um repertório que também inclui uma coleção de hits que embalaram trilhas sonoras da teledramaturgia brasileira.

Agora, ela divide o microfone e o palco com a Conexão Rio, banda que constrói sua própria história de resistência e talento na cena musical carioca.

25 anos de Conexão Rio

A Conexão Rio celebra 25 anos de estrada, com dois discos na bagagem e passagens por alguns dos palcos mais exigentes da noite carioca, do histórico e extinto Mistura Fina aos modernos Blue Note e Manouche. O grupo é formado por um quarteto de excelência: André Cechinel no piano, Fernando Barroso no baixo, Fernando Clark na guitarra e Zé Mario na bateria.

Juntos, artista e banda prometem uma noite de pura nostalgia, ritmo e sofisticação, honrando a melhor tradição do balanço do Rio de Janeiro. Enquanto isso, o público terá a chance de reviver clássicos em um ambiente intimista, já que a casa tem capacidade para apenas 100 pessoas.

Serviço

Foto: Divulgação

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