Alex Ferraz

Ricardo Almeida celebra 30 anos com desfile “Raízes”

Trinta anos após sua estreia no Morumbi Fashion, em 1996, a marca Ricardo Almeida apresentou, em São Paulo, uma leitura abrangente sobre a evolução da alfaiataria. Em desfile reservado para a imprensa e convidados, a casa tomou o conceito “Raízes” como tema para demonstrar a transição entre a estrutura tradicional, a leveza do corte desconstruído e a linguagem contemporânea da linha RA2.

A apresentação conectou passado e presente ao levar à passarela nomes que integraram o elenco da estreia de 1996, como Guilherme London, Marcus Panthera e René Castrucci. Além disso, a marca homenageou a contribuição histórica do consultor de moda Fernando de Barros.

O icônico encerramento em Black Tie daquele primeiro desfile serviu como ponto de partida para a construção da coleção Verão 2026/27.

Comemorar três décadas de passarela é olhar para a nossa origem no sob medida e entender como essa estrutura se adapta ao ritmo do homem contemporâneo. O tema “Raízes” sintetiza a nossa busca constante por proporções exatas, seja em um smoking tradicional ou em uma peça fluida de linho

A afirmação é de Ricardo Almeida. A narrativa do desfile foi dividida em dois atos apresentados na mesma passarela.

Clássico em transformação

A abertura reuniu 28 silhuetas das linhas masculina e feminina em um exercício de fluidez e corte. Jaquetões de um botão, paletós alongados com abotoamento rebaixado e jaquetas híbridas conversaram com calças de prega em proporções amplas.

A seda em georgete trouxe transparência ao styling, harmonizada por babuches em couro floater, camurça e tressê. A proposta reforçou o diálogo entre a precisão da alfaiataria e materiais capazes de trazer leveza à composição.

A força da linha RA2

No segundo momento, a linha RA2 assumiu a cena com 12 looks conceituais. Entre os destaques estiveram o paletó de estrutura box sem lapela, as calças samurai reeditadas em linho leve e criações com costura reversa.

Dessa forma, a coleção reafirmou a vertente urbana e experimental da marca, ampliando a leitura sobre os caminhos possíveis para a alfaiataria contemporânea.

Cores e matérias-primas

O verde foi o fio condutor da cartela, apresentado em variações oliva, acinzentadas e folha. A paleta também contou com tons de off-white, bege e caqui, além de pontos de vibração em amarelo, lilás, tons terrosos e no laranja que integra a nova identidade da marca.

As matérias-primas uniram lãs nobres, entre Super 130’s e 180’s, linho, algodão e mesclas em linho e seda.

Sobre Ricardo Almeida

Com mais de quatro décadas de trajetória no mercado de luxo, Ricardo Almeida consolidou-se como uma referência da alfaiataria masculina no Brasil. Reconhecida pela fusão entre rigor artesanal, seleção de matérias-primas nobres e inovação em modelagem, a marca veste executivos, atletas e personalidades sob o viés da elegância atemporal.

O universo da etiqueta se desdobra em três frentes: a clássica alfaiataria Ricardo Almeida, a linguagem contemporânea da linha RA2 e o serviço Sob Medida. Com uma sólida rede de lojas próprias nas principais capitais do país, a marca também mantém o Studio Ricardo Almeida, no Complexo Cidade Matarazzo, espaço concebido para oferecer curadoria singular e foco na precisão do vestir.

Foto: Ze Takahashi

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