Alex Ferraz

MMM volta ao CCJF com octeto e homenagem a Villa-Lobos

Rock, samba de raiz, baião e eletrônica dividem o mesmo palco quando a Magnífica Máquina Maldita entra em cena. A banda carioca retorna ao Centro Cultural Justiça Federal no dia 27 de agosto, às 19h, para apresentar sua fusão autoral de estilos, unindo tradição e vanguarda em uma experiência imersiva de forte identidade brasileira.

O projeto foi idealizado pelo compositor carioca Eduardo Seabra e chega aos palcos em uma formação de octeto. A banda combina elementos eletrônicos ao vivo a um trio de sopros de alta expressividade, criando uma sonoridade que transita entre o popular e o experimental sem perder a raiz brasileira.

Repertório reúne clássicos e faixas inéditas

O show reúne faixas do álbum de estreia homônimo, lançado em 2022, incluindo Carranca, Profecia e Pra Aquele que Espera o Bloco Passar. Além disso, o repertório traz um conjunto de canções inéditas e surpresas preparadas especialmente para a noite no CCJF.

Entre os destaques está uma versão de Choros Nº 10, composição de Heitor Villa-Lobos que completa 100 anos em 2016. A releitura promete o traço característico da banda, com uma abordagem mais roqueira sobre a obra centenária do compositor brasileiro.

Com todas as suas contradições, o Villa tentava incluir o Brasil inteiro na música dele. Nessa ele referencia canto de pássaro, cantiga indígenas pareci e uma canção, Rasga o Coração, de Anacleto (de Medeiros) com letra do Catulo (da Paixão Cearense). Lógico que a gente vai dar uma cara mais roqueira, à moda MMM.

Eduardo Seabra, idealizador do projeto

Para Eduardo, a proposta de revisitar composições consagradas tem um significado maior do que apenas homenagear o passado. “Acho que ressignificar essas grandes obras do nosso passado sempre cria oportunidade de a gente refletir sobre o Brasil de hoje, a história e a tradição não são escritas em pedra, estão sempre sendo reinventadas no presente”, afirma o compositor.

Participações especiais ampliam a experiência cênica

A apresentação ganha ainda mais corpo com a presença de convidados especiais. Os cantores Filipe Sousa e Maria Accioly se juntam à banda ao longo da noite, enquanto Flora Bulcão e Thiago Jully assumem uma performance de dança que promete dialogar diretamente com a sonoridade do grupo.

Por outro lado, o espetáculo também investe na dimensão visual. A concepção cenográfica é assinada por André Wonder, enquanto a iluminação fica a cargo de Lara Aline, ampliando a atmosfera sensorial do show dentro do tradicional espaço cultural do Centro do Rio.

Dessa forma, a apresentação no CCJF se consolida como um encontro entre música, dança e cenografia, reforçando a proposta imersiva que caracteriza os shows da Magnífica Máquina Maldita.

Serviço

Foto: Thiago Facina

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