Rock, samba de raiz, baião e eletrônica dividem o mesmo palco quando a Magnífica Máquina Maldita entra em cena. A banda carioca retorna ao Centro Cultural Justiça Federal no dia 27 de agosto, às 19h, para apresentar sua fusão autoral de estilos, unindo tradição e vanguarda em uma experiência imersiva de forte identidade brasileira.
O projeto foi idealizado pelo compositor carioca Eduardo Seabra e chega aos palcos em uma formação de octeto. A banda combina elementos eletrônicos ao vivo a um trio de sopros de alta expressividade, criando uma sonoridade que transita entre o popular e o experimental sem perder a raiz brasileira.
Repertório reúne clássicos e faixas inéditas
O show reúne faixas do álbum de estreia homônimo, lançado em 2022, incluindo Carranca, Profecia e Pra Aquele que Espera o Bloco Passar. Além disso, o repertório traz um conjunto de canções inéditas e surpresas preparadas especialmente para a noite no CCJF.
Entre os destaques está uma versão de Choros Nº 10, composição de Heitor Villa-Lobos que completa 100 anos em 2016. A releitura promete o traço característico da banda, com uma abordagem mais roqueira sobre a obra centenária do compositor brasileiro.
Eduardo Seabra, idealizador do projetoCom todas as suas contradições, o Villa tentava incluir o Brasil inteiro na música dele. Nessa ele referencia canto de pássaro, cantiga indígenas pareci e uma canção, Rasga o Coração, de Anacleto (de Medeiros) com letra do Catulo (da Paixão Cearense). Lógico que a gente vai dar uma cara mais roqueira, à moda MMM.
Para Eduardo, a proposta de revisitar composições consagradas tem um significado maior do que apenas homenagear o passado. “Acho que ressignificar essas grandes obras do nosso passado sempre cria oportunidade de a gente refletir sobre o Brasil de hoje, a história e a tradição não são escritas em pedra, estão sempre sendo reinventadas no presente”, afirma o compositor.
Participações especiais ampliam a experiência cênica
A apresentação ganha ainda mais corpo com a presença de convidados especiais. Os cantores Filipe Sousa e Maria Accioly se juntam à banda ao longo da noite, enquanto Flora Bulcão e Thiago Jully assumem uma performance de dança que promete dialogar diretamente com a sonoridade do grupo.
Por outro lado, o espetáculo também investe na dimensão visual. A concepção cenográfica é assinada por André Wonder, enquanto a iluminação fica a cargo de Lara Aline, ampliando a atmosfera sensorial do show dentro do tradicional espaço cultural do Centro do Rio.
Dessa forma, a apresentação no CCJF se consolida como um encontro entre música, dança e cenografia, reforçando a proposta imersiva que caracteriza os shows da Magnífica Máquina Maldita.
Serviço
- Espetáculo: Magnífica Máquina Maldita no CCJF
- Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira)
- Horário: 19h às 21h
- Local: Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)
- Endereço: Avenida Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro/RJ
- Ingresso inteira: R$ 60,00
- Meia-entrada: R$ 30,00
- Aluno UNIRIO: R$ 15,00
- Ingressos à venda via Sympla
Foto: Thiago Facina
