Alex Ferraz

Ciclo debate tecnologias decoloniais e autonomia

Com a inteligência artificial e os algoritmos influenciando cada vez mais a circulação de informações e o debate público, compreender os impactos das plataformas digitais sobre a democracia tornou-se uma necessidade, especialmente no período das eleições brasileiras de 2026. Para contribuir com essa discussão, a Floresta Ativista promove um ciclo de formação online e gratuito em tecnopolítica e cultura digital, que reúne especialistas para debater soberania digital, inteligência artificial, tecnologias decoloniais e regulação das plataformas.

A primeira atividade do ciclo aconteceu no dia 11 de agosto, com o aulão “Inteligência Artificial: soberania digital e autonomia tecnológica”, conduzido por Veronyka Gimenez (Travahacker), da Código Não-Binário. O encontro discutiu os impactos políticos e sociais da inteligência artificial, seus usos na comunicação, pesquisa e mobilização social, além de alternativas baseadas em software livre, inteligência artificial aberta e infraestruturas digitais autônomas.

Tecnologias decoloniais

Agora, a programação segue amanhã (18), às 19h, com o aulão “Tecnologias decoloniais e autonomia”, conduzido pela pesquisadora Amanda Silva, da PretaLab. A atividade propõe uma reflexão sobre como as tecnologias utilizadas no cotidiano – das redes sociais aos algoritmos de busca e sistemas de inteligência artificial – podem reproduzir desigualdades históricas relacionadas a raça, gênero e capacitismo.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela aba de Oportunidades do site da Floresta Ativista. A programação será encerrada no dia 1º de setembro, às 19h, com o aulão “Regulação das plataformas e democracia digital”, conduzido por Luã Cruz, da CtrlZ.

Regulação e democracia

A atividade abordará temas como a concentração de poder das Big Techs, transparência algorítmica, responsabilização das plataformas, governança da internet e os debates regulatórios em curso no Brasil e no mundo. Voltado a ativistas, comunicadores, pesquisadores, profissionais da tecnologia, estudantes e demais interessados, o ciclo busca fortalecer a capacidade crítica e estratégica da sociedade diante das transformações promovidas pelas tecnologias digitais.

Para além de compreender o funcionamento das plataformas, a proposta é discutir caminhos para uma internet mais democrática, transparente e comprometida com o interesse público. Além das aulas ao vivo, o projeto disponibilizará um conjunto de materiais formativos composto por conteúdos para redes sociais, vídeos com os principais trechos dos encontros, newsletters temáticas e um catálogo digital com bibliografia, referências e materiais de apoio.

Protagonismo digital

Ao reunir organizações e especialistas de referência no campo da tecnopolítica, o ciclo busca ampliar o acesso a conhecimentos estratégicos sobre tecnologia e fortalecer a participação da sociedade civil nos debates sobre democracia digital, justiça tecnológica, direitos digitais e soberania informacional.

Em um contexto de acelerada transformação tecnológica, a iniciativa busca contribuir para que cidadãos, movimentos sociais e comunicadores deixem de ocupar apenas o papel de consumidores das plataformas e passem a atuar como protagonistas na construção de um ambiente digital mais democrático.

Serviço

Foto: Divulgação

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