Alex Ferraz

Vale do São Francisco reforça controle de pragas

A produção de manga e uva transformou o Vale do São Francisco em um dos principais polos da fruticultura irrigada brasileira. No polo Petrolina/Juazeiro, entre Pernambuco e Bahia, as duas culturas abastecem o mercado interno e também integram uma cadeia produtiva voltada às exportações.

Esse cenário, no entanto, exige acompanhamento permanente das lavouras. A combinação entre irrigação, altas temperaturas, baixa umidade e técnicas de manejo permite produzir frutas ao longo do ano e programar períodos de colheita, mas aumenta a atenção necessária ao controle fitossanitário.

Produção em larga escala

Nos projetos públicos de irrigação mantidos pela Codevasf em Pernambuco, onde uva e manga estão entre as principais culturas, foram produzidas cerca de 914 mil toneladas de produtos agrícolas em 2024. A produção ocupou uma área cultivada de 25,8 mil hectares e gerou valor bruto de aproximadamente R$ 4,8 bilhões.

A atividade também tem impacto na geração de empregos. No polo Petrolina/Juazeiro, a cadeia da fruticultura mantém cerca de 156 mil postos de trabalho, reforçando a importância econômica da produção para a região.

Em 2025, a movimentação das frutas permaneceu intensa. Durante os plantões de Natal e Ano-Novo, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco, a Adagro, emitiu 844 Permissões de Trânsito de Vegetais para assegurar a continuidade das exportações de mais de 3,7 mil toneladas de frutas produzidas no Vale, especialmente manga e uva.

Exigências para exportar

A presença nos mercados internacionais amplia as exigências relacionadas ao controle de pragas. Em setembro de 2025, a Adagro realizou uma operação em 20 propriedades produtoras de manga em Petrolina para acompanhar o cumprimento dos protocolos fitossanitários da safra 2025/2026 destinada aos Estados Unidos.

O trabalho teve como foco o monitoramento e o controle da mosca-das-frutas, seguindo requisitos estabelecidos entre Brasil e Estados Unidos. Dessa forma, o manejo das lavouras passa a ser parte fundamental da estratégia de acesso e permanência em diferentes destinos.

Monitoramento nas lavouras

Na uva, a cigarrinha e o ácaro-vermelho estão entre os organismos que demandam acompanhamento dos produtores. Na manga, o controle fitossanitário também integra a rotina, especialmente para preservar a sanidade e a qualidade dos frutos.

Entre as ferramentas auxiliares adotadas nesse manejo está o Hapan, desenvolvido pela Hydroplan-EB. Formulado com óleos essenciais 100% naturais e com certificação IBD, o adjuvante auxilia no controle de pragas e pode ser utilizado da fase de frutificação até a maturação dos frutos.

Segundo a empresa, o produto não deixa resíduos químicos. Essa característica favorece o uso em cultivos destinados à exportação, que passam por análises e seguem protocolos específicos relacionados a resíduos.

Uso em uva e manga

De acordo com a Hydroplan-EB, o Hapan já é utilizado em cultivos de uva no Vale do São Francisco e começa a entrar em áreas destinadas à produção de manga.

Nos parreirais, a empresa relata resultados principalmente como auxiliar no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. No caso da cigarrinha, a atuação é observada especialmente sobre as ninfas. Já em relação ao ácaro-vermelho, os resultados são relatados nas diferentes fases do ciclo da praga, dos ovos aos indivíduos adultos.

“O adjuvante, formulado com óleos essenciais especiais, entra como uma ferramenta auxiliar no controle das principais pragas. Na uva, temos observado resultados principalmente no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Esse trabalho é importante durante todo o desenvolvimento da cultura e ganha atenção da frutificação até a colheita. Na manga, também estamos iniciando a utilização da tecnologia nas áreas de cultivo do Vale”, explica João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB.

Desafio permanente

Com produção distribuída ao longo do ano e presença nos mercados nacional e internacional, manga e uva dependem de planejamento em diferentes etapas. Da irrigação ao controle de pragas, tecnologia e manejo se tornam decisivos para proteger as culturas e manter a qualidade exigida pelos destinos.

Além disso, o acompanhamento constante permite que os produtores respondam às particularidades de cada fase das lavouras. Assim, o controle fitossanitário passa a integrar uma estratégia mais ampla de eficiência, sustentabilidade e atendimento aos protocolos de comercialização.

Sobre a Hydroplan-EB

Com 27 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos voltados a uma safra mais eficiente e a um menor impacto ambiental.

Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa também desenvolve e utiliza produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.

Foto: Divulgação

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