As relações humanas foram o ponto de partida para um encontro que aproximou comunicação, branding, tecnologia e transformação digital no Rio de Janeiro. Durante uma breve passagem pela cidade, Julia Morales e Hélder Ribeiro reuniram convidados em um petit comité no terraço do Hotel Pestana, em Copacabana.
O encontro propôs uma conversa informal sobre o papel da tecnologia em um momento marcado pela inteligência artificial, pelo excesso de estímulos e pela hiperconectividade. Para os anfitriões, o digital só faz sentido quando amplia parcerias, fortalece relações e devolve valor à vida real.
Tecnologia com propósito
A tecnologia amplia possibilidades, rompe fronteiras e acelera processos. No entanto, são as relações humanas que dão significado à inovação, transformando dados em decisões e ferramentas em experiências capazes de gerar valor para pessoas e organizações.
Com trajetórias distintas e complementares, Julia e Hélder desenvolveram carreiras ligadas a áreas que hoje se encontram no centro das transformações sociais e profissionais. Ela atua com comunicação, branding e relações públicas; ele construiu sua trajetória em tecnologia, produto, dados, engenharia e inteligência artificial.
Mais do que uma conferência tradicional, a proposta foi criar uma tarde intimista dedicada à troca de repertório e à presença. Dessa forma, o encontro abriu espaço para discutir como as ferramentas digitais podem contribuir para soluções mais humanas, sustentáveis e inclusivas.
“O verdadeiro impacto da inteligência artificial não está na tecnologia, mas na capacidade de transformar organizações e melhorar a vida das pessoas”, afirma Hélder Ribeiro.
Brasil e Portugal em diálogo
O Atlântico apareceu como elo simbólico entre Brasil e Portugal, países que fazem parte da trajetória do casal luso-brasileiro, radicado há alguns anos em Portugal. A partir dessa conexão, Julia e Hélder propuseram uma reflexão sobre a necessidade de reconexão com o real em meio à aceleração tecnológica.
“A proposta não é realizar uma conferência tradicional, mas criar uma tarde intimista, reunindo jornalistas, formadores de opinião e profissionais das áreas de comunicação, branding, cultura, tecnologia e negócios”, resume Julia.
O formato favoreceu a circulação de ideias e a aproximação entre convidados de diferentes campos. Enquanto a tecnologia esteve no centro das discussões, o contato direto e a convivência deram o tom da experiência.
Trajetórias complementares
Jornalista, relações públicas e especialista em branding, Julia Morales mudou-se para Portugal em 2017 para realizar o mestrado em Comunicação Digital na Universidade Católica Portuguesa. Ela continua ligada à universidade e desenvolve pesquisas nas áreas de inteligência artificial, comunicação, comportamento e cultura digital.
Atualmente, seu trabalho cruza jornalismo, branding, relações públicas, conteúdo e comunidades. Sua visão é direcionada à construção de pontes entre o digital e o real, com defesa de que filosofia, repertório, pensamento crítico e conexão humana são bases para criar valor em tempos de inteligência artificial.
Hélder Ribeiro é Chief Digital & Technology Officer da Sonae MC e possui uma carreira internacional em tecnologia, produto, dados, engenharia e inteligência artificial. Antes da atual posição, esteve na Farfetch, acompanhando o crescimento da empresa até a entrada na Bolsa de Nova York.
Na Sonae MC, lidera iniciativas de tecnologia e transformação digital com impacto em milhões de consumidores. Recentemente, também participou de uma iniciativa ligada ao ecossistema Google Cloud, compartilhando sua visão sobre liderança tecnológica, inteligência artificial e transformação das organizações.
Uma noite de conexões
O encontro contou ainda com a presença de Ney Valle e Claudia Gamboa, da Dupla Design, acompanhados da artista Jacqueline Belotti. Ney também se lança como artista em uma parceria com Jacque, que em breve estará com seu ateliê de portas abertas no Jardim Botânico.
A lista de convidados de Bia Sampaio reuniu profissionais e nomes ligados a diferentes áreas. Petróleo e gás, música, design, jornalismo, moda, tecnologia, consulados europeus e arte estiveram representados na noite.
Por fim, a experiência reforçou a ideia de que inovação não se resume às máquinas. Ela também depende da capacidade de criar encontros, estimular conversas e aproximar pessoas em torno de novos caminhos para a vida e para as organizações.
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