Alex Ferraz

Cores e acessórios dominam as ruas de Copenhague

As ruas de Copenhague se transformam em uma grande vitrine de estilo durante a Copenhagen Fashion Week. Para além dos desfiles, a capital dinamarquesa apresenta produções marcadas por cores vibrantes, misturas de texturas, estampas, bolsas criativas e acessórios que assumem o protagonismo.

Conhecida por uma abordagem mais leve e divertida da moda, a semana dinamarquesa reforça a força de um street style autoral e cheio de personalidade. Pensando nas principais apostas do evento, Luiza Mallmann, fundadora e diretora criativa da Ryzí, comenta os elementos que estão roubando a cena.

Cores para experimentar

O color blocking aparece como uma das maneiras mais diretas de deixar a produção mais divertida e interessante. Em Copenhague, os tons vibrantes surgem tanto em looks monocromáticos quanto em combinações contrastantes.

A proposta não exige seguir fórmulas rígidas. É possível apostar em sobreposições de cores sobre uma base neutra ou experimentar combinações mais ousadas, como vermelho e azul.

Dessa forma, a cor deixa de ser apenas um detalhe e passa a conduzir o visual. A mistura de tonalidades ajuda a criar produções com mais energia e reforça a ideia de que a moda pode ser leve, criativa e pessoal.

Texturas criam contraste

Renda, cetim, crochê, pelos e brilhos aparecem com força nas ruas da cidade. O destaque está justamente na combinação entre materiais diferentes, que cria contrastes e acrescenta profundidade ao look.

Superfícies delicadas dividem espaço com peças mais estruturadas, resultando em uma estética que mistura referências. A renda e o cetim, por exemplo, ganham um contraponto contemporâneo quando usados ao lado de itens utilitários.

O encontro entre materiais também equilibra delicadeza, sensualidade e sofisticação. Assim, a produção ganha uma leitura atual sem perder a liberdade característica do street style de Copenhague.

Estampas sem regras

Os clássicos continuam presentes, mas aparecem reinterpretados. O poá, por exemplo, ultrapassa as roupas e surge em acessórios de cabeça e sapatos.

O animal print também ganha espaço em casacos, calças, bolsas e peças utilitárias. Além disso, as estampas aparecem de maneira divertida em diferentes acessórios, ampliando as possibilidades de styling.

A ideia é brincar com escalas, levar a mesma padronagem para peças diferentes ou combinar desenhos distintos em um único look. Por outro lado, a liberdade para misturar também mostra que não há regras fixas para usar estampas.

Bolsas no centro da produção

Entre os desfiles e as ruas de Copenhague, as bolsas ganham momentos de protagonismo. Modelos criativos e nada básicos aparecem em formatos inusitados, cores vibrantes, texturas marcantes e detalhes de design.

Os acessórios podem surgir em diferentes proporções e acabamentos. O segredo está em transformar a bolsa no ponto focal da produção e permitir que a criatividade conduza a escolha.

Acessórios transformam o look

Em Copenhague, os acessórios não funcionam apenas como complementos. Eles participam ativamente do styling e aparecem em versões marcantes, como óculos de formatos esculturais, sapatos diferentes e cintos usados sobre blazers e vestidos.

Joias maximalistas, lenços e acessórios de cabeça também ajudam a construir produções com personalidade. Uma escolha pontual pode mudar completamente um look básico e elevar o resultado final.

Por fim, a principal lição do street style dinamarquês é apostar em elementos que tenham identidade. Seja pela cor, pela textura, pela estampa ou pelo acessório, o visual ganha força quando a criatividade ocupa o centro da produção.

Serviço

Foto: Divulgação

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