As ruas de Copenhague se transformam em uma grande vitrine de estilo durante a Copenhagen Fashion Week. Para além dos desfiles, a capital dinamarquesa apresenta produções marcadas por cores vibrantes, misturas de texturas, estampas, bolsas criativas e acessórios que assumem o protagonismo.
Conhecida por uma abordagem mais leve e divertida da moda, a semana dinamarquesa reforça a força de um street style autoral e cheio de personalidade. Pensando nas principais apostas do evento, Luiza Mallmann, fundadora e diretora criativa da Ryzí, comenta os elementos que estão roubando a cena.
Cores para experimentar
O color blocking aparece como uma das maneiras mais diretas de deixar a produção mais divertida e interessante. Em Copenhague, os tons vibrantes surgem tanto em looks monocromáticos quanto em combinações contrastantes.
A proposta não exige seguir fórmulas rígidas. É possível apostar em sobreposições de cores sobre uma base neutra ou experimentar combinações mais ousadas, como vermelho e azul.
Dessa forma, a cor deixa de ser apenas um detalhe e passa a conduzir o visual. A mistura de tonalidades ajuda a criar produções com mais energia e reforça a ideia de que a moda pode ser leve, criativa e pessoal.
Texturas criam contraste
Renda, cetim, crochê, pelos e brilhos aparecem com força nas ruas da cidade. O destaque está justamente na combinação entre materiais diferentes, que cria contrastes e acrescenta profundidade ao look.
Superfícies delicadas dividem espaço com peças mais estruturadas, resultando em uma estética que mistura referências. A renda e o cetim, por exemplo, ganham um contraponto contemporâneo quando usados ao lado de itens utilitários.
O encontro entre materiais também equilibra delicadeza, sensualidade e sofisticação. Assim, a produção ganha uma leitura atual sem perder a liberdade característica do street style de Copenhague.
Estampas sem regras
Os clássicos continuam presentes, mas aparecem reinterpretados. O poá, por exemplo, ultrapassa as roupas e surge em acessórios de cabeça e sapatos.
O animal print também ganha espaço em casacos, calças, bolsas e peças utilitárias. Além disso, as estampas aparecem de maneira divertida em diferentes acessórios, ampliando as possibilidades de styling.
A ideia é brincar com escalas, levar a mesma padronagem para peças diferentes ou combinar desenhos distintos em um único look. Por outro lado, a liberdade para misturar também mostra que não há regras fixas para usar estampas.
Bolsas no centro da produção
Entre os desfiles e as ruas de Copenhague, as bolsas ganham momentos de protagonismo. Modelos criativos e nada básicos aparecem em formatos inusitados, cores vibrantes, texturas marcantes e detalhes de design.
Os acessórios podem surgir em diferentes proporções e acabamentos. O segredo está em transformar a bolsa no ponto focal da produção e permitir que a criatividade conduza a escolha.
Acessórios transformam o look
Em Copenhague, os acessórios não funcionam apenas como complementos. Eles participam ativamente do styling e aparecem em versões marcantes, como óculos de formatos esculturais, sapatos diferentes e cintos usados sobre blazers e vestidos.
Joias maximalistas, lenços e acessórios de cabeça também ajudam a construir produções com personalidade. Uma escolha pontual pode mudar completamente um look básico e elevar o resultado final.
Por fim, a principal lição do street style dinamarquês é apostar em elementos que tenham identidade. Seja pela cor, pela textura, pela estampa ou pelo acessório, o visual ganha força quando a criatividade ocupa o centro da produção.
Serviço
- Evento: Copenhagen Fashion Week
- Destaques: cores vibrantes, texturas marcantes, estampas, bolsas e acessórios
- Especialista convidada: Luiza Mallmann
- Atuação: fundadora e diretora criativa da Ryzí
- Apostas citadas: color blocking, renda, cetim, crochê, animal print, poá, óculos esculturais, joias maximalistas, lenços e acessórios de cabeça
Foto: Divulgação
