Alex Ferraz

Festival D’ Benguela chega à 4ª edição no MUHCAB

O Festival D’ Benguela chega à sua 4ª edição neste sábado, 25, no MUHCAB, no Rio de Janeiro, com uma programação dedicada ao protagonismo das mulheres negras. Idealizado por Marcele Oliver e pelo Instituto Avança Nega, o evento reúne arte, ancestralidade, empreendedorismo, debates, música, gastronomia e ações de valorização da população negra.

Realizado na região da Pequena África, o festival acontece em uma data simbólica: 25 de julho, quando são celebrados o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Dessa forma, a proposta do encontro é transformar o museu em um espaço de memória, afeto, resistência e construção coletiva.

“Com o som do DJ Bieta e os tambores do bloco MUVUKA, nós celebraremos nossa existência e ancestralidade”, afirma Marcele Oliver. A fala resume o espírito do evento, que mistura celebração cultural e afirmação política em torno das trajetórias e contribuições das mulheres negras para a história do Brasil.

A cada edição, o Festival D’ Benguela ocupa o espaço com música, dança, moda, religiosidade, artes e iniciativas de economia criativa. Além disso, a presença de empreendedores negros reforça a importância do consumo consciente e da valorização de produtos e saberes ligados às raízes africanas e suas influências no país.

A gastronomia também ocupa posição central na programação. Sabores ancestrais ajudam a contar histórias de resistência e afeto, enquanto o artesanato e a moda ampliam o diálogo entre tradição e contemporaneidade. Assim, o festival cria uma experiência que conecta memória, pertencimento e futuro.

Programação diversa

O evento contará com shows e atividades com Bloco Afro Muvuka, DJ Bieta, Thalia e Massoteapia, além de trancistas no local, escalda pés, palestras, espaço kids, área gastronômica e feira de expositores. A proposta é oferecer uma agenda ampla, capaz de reunir diferentes públicos ao longo do dia.

Mais do que entretenimento, o festival também se apresenta como um ambiente de educação e representatividade. Crianças, jovens e adultos encontram ali um espaço de reconhecimento das próprias origens e de fortalecimento de vínculos com a história negra brasileira.

Inspirado na força de Tereza de Benguela, o encontro reafirma a importância de preservar histórias que durante muito tempo foram invisibilizadas. Portanto, o festival se consolida como uma iniciativa que articula cultura, identidade e transformação social.

Serviço

Foto: Divulgação

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