Alex Ferraz

Museu Nacional exibe mostras sobre ciência e memória

O Museu Nacional/UFRJ abre ao público duas exposições temporárias que dialogam diretamente com ciência, memória e reconstrução. Em cartaz até 30 de agosto de 2026, no Paço de São Cristóvão, as mostras apresentam diferentes perspectivas sobre o trabalho desenvolvido após o incêndio de 2018.

Com entrada gratuita, as exposições “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias” convidam os visitantes a compreender tanto os processos científicos quanto as dimensões simbólicas da recuperação do acervo e do espaço histórico.

Bastidores da ciência em destaque

A exposição “Bastidores da Ciência” apresenta ao público os métodos e técnicas utilizados pelo Museu Nacional em suas atividades de pesquisa e preservação. Dessa forma, a mostra revela um lado pouco visível do trabalho científico.

Entre os destaques estão práticas como restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e ilustrações científicas. Além disso, a exposição reúne achados arqueológicos e acervos científicos que ajudam a contar a história do museu.

Um dos pontos mais simbólicos é a presença de instrumentos musicais produzidos com madeiras resgatadas do incêndio, evidenciando como materiais atingidos pela tragédia ganham novos significados.

Arte e memória com Vik Muniz

Já a mostra “Rescaldo das Memórias” apresenta uma abordagem artística sobre o mesmo contexto. Assinada por Vik Muniz, a exposição reúne fotografias e esculturas criadas a partir de cinzas e fragmentos recuperados do palácio.

Instalada no local onde teve início o incêndio de 2018, a obra propõe uma reflexão sobre perda, memória e reconstrução. Assim, o visitante é convidado a revisitar o passado enquanto observa novas formas de expressão.

Enquanto isso, o contraste entre ciência e arte amplia a experiência do público, conectando conhecimento técnico e sensibilidade estética em um mesmo percurso.

Acesso e inclusão

As exposições são gratuitas, com ingressos disponibilizados semanalmente pela plataforma Sympla. Além disso, o Museu Nacional oferece recursos de acessibilidade para ampliar o acesso do público.

Há visitas em LIBRAS aos sábados, das 13h às 15h, a partir de 27 de junho. Por outro lado, pessoas com deficiência mental, intelectual ou transtornos do neurodesenvolvimento contam com horários exclusivos às sextas e domingos, das 9h às 10h, a partir de 26 de junho.

Escolas e projetos sociais também podem realizar visitas mediante agendamento prévio por e-mail, fortalecendo o caráter educativo das exposições.

Reconstrução em curso

As duas mostras integram o Projeto Museu Nacional Vive, iniciativa que acompanha o processo de recuperação da instituição. Dessa forma, o público pode acompanhar de perto os avanços e os significados dessa reconstrução.

Por fim, as exposições reforçam o papel do Museu Nacional como espaço de produção de conhecimento e preservação da memória, mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos anos.

Serviço

Foto: Felipe Cohen/PMNV

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