Alex Ferraz

Musical “Pra te ver feliz” estreia no Rio

O Teatro Sesc Ginástico, no Centro do Rio, recebe a partir de 10 de julho o espetáculo musical inédito “Pra te ver feliz”. Inspirada nas vivências do subúrbio carioca, a montagem segue em cartaz até 9 de agosto, com sessões de quinta a domingo.

Com texto e direção de João Batista e direção musical de Marcelo Alonso Neves, a peça marca o segundo capítulo da trilogia “Dá samba”. Assim, o projeto dá continuidade à proposta iniciada em 2013 com “Quando a gente ama”, baseado na obra de Arlindo Cruz.

Histórias do cotidiano embaladas pelo samba

O espetáculo acompanha personagens em situações comuns do cotidiano suburbano. Entre elas, uma ceia de Natal em família, uma viagem de ônibus rumo à praia e o encontro de um casal durante o réveillon.

Enquanto isso, as histórias se cruzam em cena, sempre guiadas por canções que traduzem emoções e memórias coletivas. Dessa forma, o samba aparece como elemento central na construção das relações e narrativas.

João Batista destaca a força da música popular como elo entre as pessoas. Segundo ele, o gênero está presente em momentos marcantes da vida cotidiana, como festas, encontros e despedidas.

“A música popular brasileira é muito rica como forma de unir as pessoas, como fundo musical de suas vidas”, afirma o diretor.

Elenco e atmosfera de roda de samba

O elenco reúne Aline Borges, Elli Fêrreira, Jeniffer Dias, Lucas da Purificação, Thiago Thomé, Udylê Procópio e Vilma Melo. Em cena, eles dividem o palco com músicos, criando uma atmosfera que remete às tradicionais rodas de samba.

Além disso, a direção musical propõe releituras que dialogam com o teatro sem descaracterizar o gênero. As canções são ressignificadas dentro da narrativa, reforçando a identidade cultural da obra.

No repertório, estão músicas de compositores como Almir Guineto, incluindo títulos como “Conselho”, “Insensato destino”, “Mel na boca” e “Lugar ao sol”.

Projeto valoriza identidade e memória

De acordo com o produtor Bruno Mariozz, a trilogia “Dá samba” destaca a presença da música no cotidiano e sua relação direta com a vivência social. Assim, o espetáculo resgata memórias e espaços ligados ao subúrbio carioca.

Por outro lado, a montagem também propõe um olhar contemporâneo sobre essas histórias, conectando passado e presente por meio da música. Portanto, a peça reforça o samba como expressão de resistência, afeto e identidade popular.

Serviço

Foto: Divulgação

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