Alex Ferraz

Japão lidera destinos mais vantajosos em 2026

Viajar para o exterior ficou mais acessível para os brasileiros em 2026, e o Japão aparece como o destino mais vantajoso do momento. Um levantamento do Ebury Bank aponta que a valorização do real frente a moedas internacionais ampliou o poder de compra dos turistas em diversos países.

Entre os destaques, o país asiático lidera com folga, impulsionado pela desvalorização do iene e pela baixa inflação local. Além disso, destinos tradicionalmente considerados caros também passaram a oferecer melhores condições para quem planeja viajar.

Japão lidera com ganho expressivo

Nos últimos 12 meses, o iene acumulou desvalorização de 18,2% frente ao real, enquanto a inflação no Japão ficou em 1,4%. Como resultado, o poder de compra dos brasileiros no país aumentou cerca de 20,5%.

Dessa forma, o destino se torna o mais vantajoso entre os analisados, permitindo que viajantes tenham acesso a mais produtos e serviços com o mesmo orçamento.

Europa e Estados Unidos em alta

O Reino Unido aparece na segunda posição do ranking, com ganho de 6,8% no poder de compra. Em seguida, vêm os países da Zona do Euro, com aumento de 4,8%, e os Estados Unidos, com avanço de 4,4%.

Segundo Diego Barnuevo, analista de mercado do Ebury Bank, a valorização do real tem sido determinante para esse cenário. Assim, destinos antes considerados caros passam a se tornar mais acessíveis para os brasileiros.

A valorização do real frente a moedas relevantes têm contribuído para aumentar o orçamento dos viajantes brasileiros

Além disso, a China também apresenta um cenário positivo, com ganho de 1,0% no poder de compra, favorecido por uma inflação de 1,2%.

América do Sul perde atratividade

Por outro lado, destinos da América do Sul deixaram de ser tão vantajosos quanto em anos anteriores. No Chile e no Peru, a inflação praticamente anulou os ganhos cambiais, resultando em perdas de poder de compra de 0,6% e 0,8%, respectivamente.

A Argentina segue como um caso particular. Apesar da valorização do real frente ao peso, a inflação elevada, de 33,6%, reduziu a vantagem, gerando queda de 1,7% no poder de compra.

Enquanto isso, o México apresentou o pior desempenho do ranking, com redução de 5,0%, influenciada pela valorização do peso mexicano e inflação de 3,9%.

Câmbio e inflação influenciam escolhas

O estudo reforça que o câmbio, apesar de relevante, não deve ser analisado isoladamente. A inflação local impacta diretamente os custos de hospedagem, alimentação e transporte.

Portanto, avaliar o poder de compra real se torna essencial para planejar viagens internacionais. Assim, destinos como Japão, Reino Unido, Europa e Estados Unidos surgem como as melhores opções para quem deseja aproveitar melhor o orçamento.

Foto: Divulgação

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