Alex Ferraz

Exposição Matrizes reúne quatro artistas no Rio a partir de junho

Quatro artistas, quatro formas de entender a abstração — e uma exposição que transforma esse encontro em diálogo visual potente. A mostra coletiva Matrizes abre no dia 27 de junho de 2026 no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, reunindo obras de Bim Brito, Juliana Fernandez, Rafå Dias e Tatiana Coelho sob curadoria de Emmanuelle Russel.

O que propõe a exposição

O conceito da mostra parte da ideia de “matriz” como origem, ponto de partida e força geradora. Dessa forma, a exposição apresenta quatro trajetórias que exploram a pintura como território de pesquisa, experimentação e construção de linguagem. Embora distintas em suas abordagens, as artistas compartilham o interesse pela cor, pela forma e pela capacidade da abstração de traduzir percepções, emoções e reflexões sobre o mundo contemporâneo.

As quatro artistas e suas pesquisas

Nas obras de Bim Brito, a cor se expande pela superfície pictórica em composições vibrantes que evocam movimento, liberdade e transformação, revelando uma gestualidade espontânea e investigação constante das possibilidades expressivas da pintura. Já Tatiana Coelho desenvolve uma pesquisa centrada nas relações entre geometria, estrutura e percepção, convidando o observador a explorar tensões entre racionalidade e sensibilidade.

Por outro lado, Juliana Fernandez aproxima memória, experiência e natureza por meio de formas orgânicas e atmosferas cromáticas que sugerem acolhimento e contemplação, criando percursos visuais que estimulam uma relação sensível entre espectador e espaço. Em seguida, Rafå Dias investiga questões ligadas ao pertencimento, ao deslocamento e à conexão com o ambiente, articulando elementos da experiência contemporânea com referências à natureza.

Um panorama plural da pintura contemporânea

Ao reunir essas quatro artistas, Matrizes constrói um panorama plural da abstração produzida por mulheres com pesquisas consistentes e autorais. A mostra evidencia como a pintura permanece um campo fértil para experimentação e reinvenção, capaz de acolher múltiplas narrativas sem perder sua potência sensível. Mais do que uma exposição coletiva, trata-se de um encontro entre diferentes pontos de partida — onde gestos, cores, estruturas e memórias revelam que toda criação carrega consigo uma origem, mas também a possibilidade permanente de expansão.

Serviço

Foto: Divulgação/Simples Comunicação

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