Alex Ferraz

Festival celebra sabores ancestrais no Rio

O Rio de Janeiro recebe, nos dias 20 e 21 de junho, um encontro que vai muito além da gastronomia. O Festival Gastronômico Ancestral reúne chefs do Brasil e da África para celebrar receitas que atravessaram gerações e ajudam a contar a história cultural do país.

Realizado nos jardins do Museu da República, no Catete, o evento integra a programação do 3º Encontro das Nações – Saberes do Estado do Rio de Janeiro e tem entrada gratuita, das 10h às 18h.

Sabores que contam histórias

Entre os destaques estão pratos emblemáticos como o Arroz Jollof, símbolo da África Ocidental, além de receitas tradicionais como Omolocum e Xinxim de Galinha, que carregam forte presença na culinária afro-brasileira.

Além disso, o público poderá experimentar preparações como moqueca de banana-da-terra, acaçá doce e farofa de dendê, todas ligadas a saberes transmitidos ao longo de gerações.

Dessa forma, cada prato apresentado no festival revela histórias de resistência, identidade e memória coletiva.

Chefs e tradições em destaque

A chef Claudia Maria, da República Gastronômica, participa do evento com o tradicional Arroz Jollof, preparado com especiarias, tomate e ingredientes que conferem seu sabor característico.

O prato será servido com acompanhamentos como salada de repolho agridoce, banana-da-terra frita, camarão ao molho e carne à moda africana, proporcionando uma experiência completa da culinária do continente.

Outro destaque é o chef congolês Rikler Makabu, conhecido como Kimberly, que traz ao público sabores da África Central e Ocidental. Radicado no Rio desde 2012, ele se tornou referência na difusão da gastronomia africana por meio do projeto Chez Kimberly Food.

Enquanto isso, a chef Patrícia Vieira apresenta pratos ligados à gastronomia de terreiro, como o Omolocum e o Xinxim de Galinha, reforçando a importância das tradições afro-brasileiras.

Patrimônio cultural vivo

O festival também contará com a presença de baianas tradicionais, reconhecidas como patrimônio cultural brasileiro, que mantêm viva a tradição do acarajé e dos saberes culinários de matriz africana.

Além disso, o evento propõe uma reflexão sobre a gastronomia como ferramenta de preservação cultural. Para Marcelo Fritz, idealizador do Encontro das Nações, a culinária ocupa um papel central nesse processo.

A culinária é um patrimônio vivo. Cada prato carrega histórias de resistência, fé, afeto e identidade.

Assim, o Festival Gastronômico Ancestral se apresenta como um espaço de encontro entre culturas, territórios e memórias, valorizando a diversidade que compõe a identidade brasileira.

Serviço

Foto: Divulgação

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