Alex Ferraz

“Victor ou Victoria” ganha nova versão no Rio

Um dos grandes clássicos do teatro musical retorna aos palcos
brasileiros em nova versão. “Victor ou Victoria” estreia
no dia 4 de junho, no Teatro Claro Mais,
em Copacabana, com direção de Charles Möeller e
Claudio Botelho e um elenco de peso liderado por
Miguel Falabella, Alessandra Verney,
Maria Clara Gueiros e Junno Andrade.

O espetáculo marca o retorno da dupla Möeller & Botelho a um dos títulos mais emblemáticos do gênero, trazendo uma nova leitura para o público contemporâneo, sem perder a essência que consagrou a obra no cinema e na Broadway.

Uma história sobre identidade e liberdade

A trama acompanha Victoria Grant, uma cantora desempregada na Paris dos anos 30 que, para sobreviver no meio artístico, assume uma identidade masculina. Ao se transformar em Victor — um homem que se apresenta como mulher no palco —, ela alcança sucesso imediato e passa a viver situações tão inusitadas quanto reveladoras.

Dessa forma, “Victor ou Victoria” combina humor e crítica social ao abordar temas como gênero, preconceito e liberdade individual, mantendo sua relevância mesmo décadas após sua criação.

Do cinema aos palcos

Lançado em 1982 pelo diretor Blake Edwards, o filme homônimo recebeu sete indicações ao Oscar e se tornou um marco da cultura pop. Posteriormente, em 1995, a história ganhou adaptação para o teatro musical na Broadway, estrelada por Julie Andrews, com uma trajetória de 734 apresentações.

No Brasil, a obra foi encenada pela primeira vez em 2001, com Marília Pêra no papel principal. Agora, a nova montagem atualiza a versão brasileira assinada por Claudio Botelho, mantendo a música de Henry Mancini e as letras de Leslie Bricusse.

Elenco e equipe criativa

Alessandra Verney assume o desafio de interpretar a protagonista, papel eternizado por Julie Andrews. Ao lado dela, Miguel Falabella, Maria Clara Gueiros e Junno Andrade compõem o elenco principal, acompanhados por um grupo de atores e orquestra ao vivo.

A produção reúne ainda nomes recorrentes nas montagens da dupla, como o maestro Marcelo Castro na direção musical e Tina Salles na coordenação artística. A cenografia e direção de arte são assinadas por Charles Möeller, reforçando o padrão visual das produções recentes da dupla.

Serviço

Foto: Divulgação

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