Alex Ferraz

Rio recebe 1º Festival de Economia Solidária

O Rio de Janeiro será o ponto de encontro de iniciativas que unem economia, cultura e impacto social. Entre os dias 10 e 14 de junho, o Píer Mauá recebe a primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, reunindo organizações, especialistas e o público em uma programação ampla e gratuita.

Evento reúne dezenas de instituições

Com a participação de mais de 50 organizações das esferas municipal, nacional e internacional, o festival nasce como uma construção coletiva. Entre os parceiros estão órgãos do governo federal, prefeituras, universidades, redes da economia solidária e instituições como SENAES/Ministério do Trabalho e Emprego, Sebrae, Fundação Banco do Brasil e diversas redes nacionais e internacionais.

Além disso, cidades como Rio de Janeiro, Maricá e Niterói marcam presença na articulação do evento. Dessa forma, o festival se consolida como um espaço de diálogo entre políticas públicas, iniciativas locais e experiências globais voltadas à geração de renda e inclusão.

Feira, oficinas e debates

Ao longo dos cinco dias, o público poderá participar de oficinas práticas, painéis e plenárias. Um dos destaques é o seminário nacional “Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País”, que acontece entre os dias 11 e 13 de junho, sempre das 9h às 12h.

A programação inclui debates como “Economia Solidária como projeto de desenvolvimento para o Brasil”, no dia 11; “O papel do Estado na Economia Solidária”, no dia 12; e “Educação e Economia Solidária”, no dia 13. Enquanto isso, mesas temáticas e sessões especiais ampliam as discussões e promovem intercâmbio de experiências.

Intercâmbio internacional e inclusão

Entre os momentos mais aguardados está a “Mesa América Latina e África”, que reunirá representantes de diferentes países para debater caminhos conjuntos para a economia solidária. Por outro lado, pautas como povos indígenas e o protagonismo feminino também ganham espaço, com encontros dedicados e expectativa de grande público.

Oficinas técnicas e práticas complementam a programação, incentivando a troca de saberes e a construção coletiva de soluções sustentáveis. Assim, o festival reforça seu papel como um ambiente de aprendizado e articulação social.

Feira com 250 empreendimentos

Outro destaque é a feira nacional, que reúne cerca de 250 empreendimentos econômicos e solidários. Durante o evento, expositores apresentam e comercializam produtos que vão de artesanato e gastronomia a soluções criativas e culturais.

Enquanto isso, stands institucionais também estarão presentes, ampliando o contato do público com iniciativas que promovem desenvolvimento sustentável e economia colaborativa.

Programação cultural e encerramento

Além dos debates e da feira, o festival aposta em uma programação cultural diversificada. Shows, apresentações musicais, poesia, cordel e performances de grafite estão previstos ao longo dos dias, ocupando o espaço do Píer Mauá com arte e expressão.

O encerramento, no dia 14 de junho, será marcado pela apresentação da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”. O documento reúne diretrizes e compromissos estratégicos para fortalecer o setor em nível nacional, consolidando os debates e articulações construídos durante o evento.

Serviço

Foto: Divulgação

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