Alex Ferraz

Rio de Dança reúne mil pessoas em Bangu

Mais de mil pessoas participaram da terceira edição do Rio de Dança, realizada entre os dias 19 e 24 de maio, no Teatro Bangu Shopping, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com programação gratuita, o evento consolidou sua proposta de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a dança como ferramenta de transformação social.

Ao longo de quatro dias, o público teve acesso a oficinas, apresentações e rodas de conversa que promoveram uma verdadeira imersão no universo da dança. Além disso, o projeto aproximou artistas locais de profissionais que atuam em grandes produções nacionais.

Formação e troca com grandes nomes

Entre os destaques desta edição estiveram convidados reconhecidos no cenário artístico. Filipi Ursão, assistente coreográfico de Deborah Colker e participante da abertura das Olimpíadas Rio 2016, integrou a programação ao lado de Tati Nazario, que atua com a cantora IZA e em eventos como Rock in Rio e The Town.

Além deles, Renato Nonato, integrante do Domingão com Huck e diretor da 2N Cia de Dança, também participou das atividades. Dessa forma, o evento ampliou o contato direto entre o público e profissionais experientes da dança brasileira.

As oficinas foram conduzidas por Leonardo Faustino, Allan Wilber e Lúcio Pedra, abordando diferentes estilos e áreas. Entre elas, samba, hip hop dance, danças urbanas, breaking, coreografia e elaboração de projetos culturais.

Palco aberto para a diversidade

O encerramento da programação contou com uma mostra não competitiva, reunindo artistas, escolas e companhias de dança de diversas regiões do estado. O palco do Teatro Bangu Shopping se transformou, assim, em um espaço de celebração da arte e da diversidade cultural.

Enquanto isso, o evento reforçou o protagonismo da periferia na produção cultural carioca. A iniciativa também destacou a potência criativa presente fora dos grandes centros tradicionais.

Cultura como ferramenta de inclusão

Idealizado pela InOff Produções em parceria com o Movimenta Bangu, o Rio de Dança nasce com a proposta de ampliar oportunidades e incentivar a formação artística nas periferias. Segundo Guilherme Oliveira, idealizador do projeto, a resposta do público confirma a relevância da iniciativa.

“O Rio de Dança nasce com o propósito de criar oportunidades e aproximar a população da dança de forma acessível e transformadora. Encerrar mais uma edição com mais de mil pessoas impactadas mostra que existe uma demanda real por iniciativas culturais na Zona Oeste e que a arte continua sendo uma ferramenta poderosa de inclusão e pertencimento”.

Além disso, o projeto reforça a importância da descentralização da cultura e do incentivo à economia criativa no Rio de Janeiro. Dessa forma, contribui para o surgimento de novos talentos e para o fortalecimento do setor.

O Rio de Dança contou com patrocínio da Prefeitura do Rio, Secretaria Municipal de Cultura e Atlas Schindler, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS). A produção foi da InOff Produções, com coprodução da Odara Carioca.

Foto: Divulgação

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