Alex Ferraz

Thiaguinho lança filme-concerto de “Bem Black”

Thiaguinho apresentou nesta sexta-feira (22) o filme-concerto de “Bem Black”, ampliando a proposta de seu 24º álbum com uma experiência audiovisual que mergulha na cultura preta brasileira. Disponível em seu canal no YouTube, o projeto transforma o disco em uma narrativa contínua, que une música, estética e identidade.

Gravado no Clube Homs, em São Paulo, espaço marcado pelos tradicionais bailes charme de décadas passadas, o filme reforça o conceito do álbum ao transportar para as telas a atmosfera criada nas gravações.

Uma narrativa que vai além do palco

Diferente de um registro convencional de show, “Bem Black” foi pensado como um musical. Dessa forma, o projeto aposta em dramaturgia e construção narrativa para dar ainda mais profundidade à obra.

No enredo, Thiaguinho interpreta um cantor que, durante o intervalo de uma apresentação, escuta no camarim um discurso que o reconecta à sua essência. O momento é conduzido pelo personagem vivido por Mumuzinho, apresentador de um programa fictício que funciona como fio condutor da história.

Além disso, o filme traz cenas que ampliam a discussão sobre identidade e pertencimento. Cris Vianna e Pathy Dejesus protagonizam um diálogo sobre empoderamento feminino e o significado da cultura preta ocupando espaços de destaque.

Estética e representatividade

A estética afrocentrada é um dos pilares do projeto, aparecendo em cada detalhe da produção. Assim, imagem e som se complementam para criar uma experiência imersiva.

“O ‘Bem Black’ nasceu da minha história, mas ele não é só meu. Eu quero que todo mundo que ver esse audiovisual se sinta incluído”, afirmou Thiaguinho, destacando o caráter coletivo da obra.

Enquanto isso, os diretores Douglas Aguillar e Fran Ladhin reforçam a proposta artística. Segundo eles, a ideia foi construir um musical brasileiro que valorizasse a música preta em um formato cinematográfico.

“A gente pensou como um musical brasileiro. Com alma. Com dramaturgia. Com música preta ocupando o lugar de cinema que ela merece”

Dessa forma, o projeto se distancia do formato tradicional e aposta em uma linguagem que amplia o alcance e o impacto da obra.

Participações e força musical

O filme também evidencia as participações especiais que marcam o álbum. Entre os nomes estão Sandra Sá, Gaab e Sampa Crew na primeira parte, além de Negra Li e Walmir Borges na sequência do projeto.

Além disso, essas colaborações reforçam a conexão com diferentes gerações e vertentes da música preta brasileira, ampliando o alcance cultural do trabalho.

Serviço

Foto: Divulgação

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