Alex Ferraz

Proteção mutualista avança entre motoristas

O avanço dos aplicativos de mobilidade no Brasil transformou o carro em ferramenta essencial de trabalho para mais de 1 milhão de pessoas, segundo dados do IBGE. No entanto, junto com as oportunidades de renda, aumentaram também os riscos e os custos associados à atividade, especialmente no que diz respeito à proteção veicular.

A rotina intensa desses profissionais envolve longas jornadas, alta quilometragem e circulação constante em diferentes regiões e horários. Dessa forma, a exposição a colisões, furtos e roubos se torna significativamente maior, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Custos mais altos e maior vulnerabilidade

Esse cenário impacta diretamente no custo dos seguros tradicionais, que tendem a ser mais elevados para motoristas de aplicativo e taxistas. Isso ocorre porque fatores como uso intensivo do veículo e maior probabilidade de sinistros são considerados na precificação.

Além disso, a dependência direta do automóvel para geração de renda aumenta a vulnerabilidade financeira em casos de imprevistos. Assim, qualquer período de paralisação pode representar perda significativa de ganhos.

Alternativa baseada no coletivo

Diante desse contexto, a proteção patrimonial mutualista tem ganhado espaço entre esses profissionais. O modelo funciona por meio do associativismo, no qual os participantes contribuem mensalmente para um fundo comum destinado a cobrir eventuais prejuízos.

Assim, os custos são compartilhados entre os associados, o que pode tornar a proteção mais acessível. Além disso, a estrutura tende a ser mais alinhada às necessidades reais de quem utiliza o veículo de forma intensiva.

“Taxistas e motoristas de aplicativo utilizam o veículo como a principal ferramenta de trabalho, o que naturalmente aumenta a exposição a riscos”, afirma Kleber Vitor, da APVS Brasil.

Segundo o superintendente da Associação de Proteção Veicular e Serviços do Brasil (APVS Brasil), o planejamento da proteção patrimonial deve ser considerado desde o início da atividade. Portanto, avaliar custos e coberturas disponíveis é fundamental para garantir estabilidade financeira.

Continuidade do trabalho

Outro ponto relevante é a necessidade de manter a atividade mesmo após imprevistos. Nesse sentido, soluções como carro reserva ganham importância, pois permitem que o profissional continue trabalhando enquanto o veículo passa por reparos.

“Além da proteção patrimonial, é essencial contar com soluções que minimizem a interrupção das atividades”, destaca Kleber Vitor. Dessa forma, o impacto financeiro de um incidente pode ser reduzido.

Modelo em expansão

Com base no compartilhamento de riscos, o mutualismo vem ampliando sua presença entre motoristas profissionais. A proposta oferece maior previsibilidade e contribui para um planejamento financeiro mais equilibrado.

Além disso, o modelo considera as particularidades de cada perfil de uso, tornando-se mais próximo da realidade desses trabalhadores. Assim, cresce como alternativa viável frente aos modelos tradicionais.

A APVS, que atua há mais de 14 anos no Brasil, integra o segmento de Proteção Patrimonial Mutualista, regulamentado pela Lei Complementar nº 213/2025. A entidade atende veículos de diferentes portes e tem como foco a valorização do associado, responsabilidade social e excelência nos serviços prestados.

Por fim, para quem depende diretamente do veículo para garantir renda, o acesso a modelos estruturados de proteção representa não apenas segurança patrimonial, mas também um importante fator de estabilidade profissional.

Foto: Freepik

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