Alex Ferraz

“Tempos de Marias” ocupa palco no Rio em maio

O palco do Teatro Miguel Falabella recebe, no dia 29 de maio, uma proposta artística que aposta na sensibilidade e na potência das narrativas femininas. O espetáculo “Tempos de Marias”, da companhia Neo Clama, chega para uma única apresentação, às 20h30, convidando o público a uma imersão poética em histórias que atravessam gerações.

Com direção artística de Gilson Paixão, a montagem utiliza a dança contemporânea como linguagem central para traduzir memórias, afetos e experiências. Assim, o espetáculo transforma o palco em um espaço de escuta e expressão, onde corpos narram dores, cicatrizes, recomeços e também a capacidade de florescer.

Memória e identidade em movimento

“Tempos de Marias” propõe uma jornada sensorial que atravessa diferentes trajetórias femininas. Além disso, a obra constrói uma narrativa coletiva ao reunir histórias que dialogam com o imaginário das muitas “Marias” presentes na sociedade.

Ao longo da encenação, temas como identidade, memória e resistência ganham forma por meio do movimento. Dessa forma, o espetáculo cria conexões diretas com o público, estimulando reflexões sobre pertencimento, ancestralidade e transformação.

Dança como expressão e acolhimento

A proposta artística reforça a dança contemporânea como ferramenta de expressão e acolhimento. No entanto, vai além da estética: o espetáculo também se posiciona como um espaço de visibilidade para narrativas femininas ainda pouco exploradas na cena artística.

Enquanto isso, a coreografia assinada por Gilson Paixão conduz o público por uma experiência delicada e intensa. Cada cena contribui para a construção de um panorama sensível sobre as múltiplas vivências das mulheres.

Elenco e criação coletiva

O elenco reúne Anderson Silva, Bruna Vilhena, Carolina Esposito, Júlia Diaz, Juliana Pontual, Luana Delvito, Luan Rodriguez, Maitê Assaf, Natassia Massarani, Raquel Azevedo e Thaís Estolano. Juntos, os intérpretes dão corpo às diferentes camadas emocionais propostas pela obra.

Além disso, a ficha técnica reúne profissionais que colaboram para a construção estética do espetáculo, incluindo iluminação de José Morgado e cenografia assinada por Luan Rodrigues, Eduardo dos Santos e Natassia Massarani.

Trajetória da Neo Clama

A Neo Clama nasce como um desdobramento de uma história iniciada em 1980, com o Grupo Clama, criado pelo Ballet Cláudia Araújo. Na época, o projeto tinha como objetivo difundir a dança e formar público, percorrendo diversas cidades brasileiras.

Décadas depois, em 2016, uma nova fase começa com a união entre o Ballet Claudia Araujo e o coreógrafo Gilson Paixão. Dessa parceria surgem criações autorais que consolidam uma identidade artística própria.

Por fim, em 2022, já sediada em Niterói, a companhia Neo Clama se estabelece como um coletivo que une tradição e contemporaneidade, valorizando o corpo como instrumento de memória, emoção e transformação.

Serviço

Foto: Divulgação

“Tempos de Marias” ocupa palco no Rio em maio
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