| Peça conta a história de Tatá, um mestre sala e zelador de um antigo edifício que enfrenta uma grande transformação O FESTA – FESTIVAL DE TEATRO E ARTES chega ao final da programação adulta de sua segunda edição com um espetáculo arrebatador. Depois de quatro apresentações com ingressos esgotados, o Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas recebe “Prata da Casa”. Com direção de Victor Mendes e idealização e interpretação de Felipe Frazão, Prata da Casa conta a história de Tatá, um mestre sala e zelador de um antigo edifício que enfrenta uma grande transformação. A chegada das câmeras e da tecnologia de reconhecimento facial ameaçam seu emprego, sua moradia e a forte ligação com a escola de samba que faz parte de sua vida desde a infância. Além de herdar o emprego do pai, Tatá também herda sua paixão pelo samba e isso passa a ser seu único suporte para enfrentar os novos desafios do prédio. O ponto de partida para o monólogo foi a ideia de Felipe Frazão de explorar a humanidade por trás de figuras comuns – e muitas vezes invisíveis – como a de um porteiro, fugindo do clichê do herói. O personagem nasceu em uma residência artística e sua paixão pelo samba encontrou eco imediato em Victor Mendes, que já tem uma longa e bem-sucedida trajetória com esse universo. “A gente buscou não romantizar a profissão, mas ao mesmo tempo ser um zelador que está de bem com a vida, que não se depara com problemas diariamente. Tatá está lá, vivendo a vida dele, está tudo bem para ele. Tatá gosta de sua função, tem orgulho de seguir os passos do pai”, explica o diretor. Esta construção orgânica de Tatá é fruto de observação real do dia a dia de um zelador e da busca por retratar a dignidade e a alegria nas pequenas coisas. A dramaturgia e a direção maduras de Victor Mendes e a força do samba Victor Mendes, além de diretor, assina a dramaturgia de Prata da Casa, um trabalho que ele encara como um marco em sua carreira. “Esta direção está sendo especial porque eu acho que eu me encontro mais maduro atualmente”, revela o artista. Conhecido por parcerias de sucesso com nomes como Gero Camilo e Carla Candiotto, e vencedor do prêmio APCA de Melhor Espetáculo Adaptado por A História Sem Fim (ao lado de Candiotto), Victor traz para a peça um olhar apurado para a poesia do cotidiano. A direção é pautada pelo diálogo constante com o ator Felipe Frazão, buscando a essência do espetáculo. Victor busca uma “simplicidade tanto de atuação quanto de acabamento” para criar uma identificação real com os conflitos do zelador. A abordagem do diretor sobre o samba é singular. Mendes esclarece que em Prata da Casa o samba não é apenas um tema, mas um lugar de pertencimento. “O personagem da peça ‘nasceu’ na escola de samba. Ele reconhece os gestos, as gírias, os rostos daquele lugar.” Victor descreve o universo da portaria e da escola de samba que Tatá frequenta desde a infância, costurando de forma delicada e dolorosa os contratempos do trabalho com a profunda relação do protagonista com seu pai. Suas próprias experiências, tanto no espetáculo Razão Social quanto como frequentador e MC no Samba da Vela, foram cruciais para a escrita do texto. “Foi precioso o contato com sambistas de verdade, com pessoas que, além de tocar seus instrumentos, escolheram o samba como modo de agir no mundo, de pensar a vida. No Samba da Vela, com dezenas de trabalhadores de outras áreas que na noite de segunda-feira vão cantar seus sambas em comunidade. Isso foi o melhor material para escrever o personagem de Prata da Casa”, afirma. A peça também dialoga com o tema do desemprego tecnológico, um recorte diferente de seu trabalho anterior, Razão Social. Para Victor, a obra valoriza o trabalhador e a tradição, ressaltando a importância da herança de conhecimentos. “Nosso protagonista aprendeu fazendo no dia a dia. Isso é parte de uma tradição que tentam acabar.” O diretor buscou criar um personagem carismático para gerar uma conexão imediata com o público. “Construímos Tatá com fortes pontos de identificação para que o espectador possa se envolver com sua história e torcer por ele, mesmo que isso soe clichê”, diz Victor, expressando o desejo de levar ao palco uma peça que “comunique com pessoas de diferentes classes”. FICHA TÉCNICA Direção e Dramaturgia: Victor Mendes. Idealização e Interpretação: Felipe Frazão. Direção Musical: Alfredo Del Penho. Direção de Movimento: Fabricio Licursi. Cenografia e Desenho de Luz: Marisa Bentivegna. Figurino: Miltinho e Ernesto Paixão. Direção de Produção: Flavia Primo e Rafael Lydio. Coordenação Geral: Frazão Produções Artísticas. SERVIÇO PRATA DA CASA – FESTA – FESTIVAL DE TEATRO E ARTES Data: 30/5/2026, sábado, às 20h Ingressos: R$ 50 (inteira) Classificação: 14 anos Local: Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas – rua da Bahia, 2.244 – Lourdes Vendas: Sympla ou bilheteria do Teatro Bilheteria: (031) 3516.1360 |
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