Alex Ferraz

A exposição ‘A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços’ traz a atualidade da obra de Alexandre Rapoport no contexto da arte contemporânea, no Centro Cultural Correios RJ.

Arte

A trajetória do artista plástico Alexandre Rapoport (1929-2020) pode ser visitada na exposição A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços, no Centro Cultural Correios RJ, apresentando ao público um recorte expressivo de sua produção. Com cerca de 40 trabalhos, entre gravuras, desenhos, técnicas mistas, pinturas e esculturas, a mostra reafirma a atualidade de sua obra no contexto da arte contemporânea.

O eixo conceitual reside na ação invisível da música sobre o corpo, o movimento e o espaço. Em cada obra, a sonoridade é traduzida em linhas, formas e volumes, permitindo que o som se torne visível. Suas figuras, frequentemente compostas por volumes inflados, mãos e faces multiplicadas, operam como campos de energia nos quais o ritmo, a repetição e a ressonância ganham dimensão plástica.

A produção de Rapoport destaca-se pela construção de uma linguagem própria, marcada pela força das formas e pela intensidade cromática, na qual a geometria é suavizada pela poesia. Desse equilíbrio sutil, emerge uma visão lúdica, luminosa e profundamente otimista do mundo, capaz de transformar mais de sete décadas de trajetória em uma eterna sonata visual.

Sobre Alexandre Rapoport 
Pintor, arquiteto, gravador, desenhista, nascido no Rio de Janeiro em 1929, começou a pintar como autodidata mesmo antes de ingressar na faculdade nacional de arquitetura da Universidade do Brasil (atual FAU-UFRJ) em 1948. Fez desenho e gravura na Escola Nacional de Belas Artes e, desde esta época, já participava de diversas exposições coletivas com pinturas, desenhos e gravuras no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério de Educação e Cultura.

Em 1949, teve contato com Portinari, sendo influenciado por sua obra. Em 1951 e 1952, obteve ”menção honrosa” no Salão Nacional de Belas Artes RJ em pintura e em desenho e artes gráficas respectivamente. Em 1954, recebeu o prêmio “isenção de júri” no Salão Nacional de Arte Moderna e “prêmio de aquisição’ na Comissão Nacional de Belas Artes.  De 1953 a 1966, lecionou composição na universidade onde estudou. De 1956 a 1972, dedicou-se ao desenho industrial, expondo no Brasil e no exterior e, nesse período, fundou a Módulo Arquitetura de Interiores, onde se tornou o arquiteto responsável pela criação de mobiliário e objetos.

Além do Brasil, possui trabalhos em diversas coleções particulares e instituições em Roma, Viena, Zurique, Nova York, Londres, Tóquio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington, Jerusalém e nas agências do Banco do Brasil em Hamburgo, Londres,
Paris, Roterdã, Lisboa, Viena, Costa do Marfim e Estocolmo.

Participou de mostras individuais e coletivas, salões de arte, no Brasil e no exterior, além de textos publicados em jornais e revistas como Manchete, Cruzeiro interview, Jornal do Brasil, Fatos, Jerusalém Post, Revista da Orquestra Sinfônica Brasileira, Artes El salvador, Carlos Balaguer, Jornal do Comércio, Correio da Manhã, Visão são Paulo, Jóia, Art News, Globo, Estado de Minas, Diário de Pernambuco, Cultura MG.

Críticas
Walmir Ayala/ Jornal do Brasil 1973
“… Com a pura espontaneidade de um livre exercício de infância e a sabedoria de um
pensador que acumula a iconografia do seu tempo, Rapoport compõe lições de
equilibrismo recriando o espaço nos termos de uma tridimensionalidade ilusória…”
Flávio de Aquino/ Manchete 1976
“… o resultado de seu trabalho é a representação de um mundo ordenado pela geometria
e amenizado pela poesia…”

Carlos Perktold/ Associação Brasileira de Críticos de Arte BH 2006
“Para vários críticos, a obra de Rapoport pertence ao surrealismo comprovado em
centenas de óleos espalhados por coleções brasileiras. Definida ou não a sua escola, fica
aqui o registro de sua preferência pela pintura da figura humana, demonstração de
humanismo raro neste novo mundo globalizado, mas marca indelével nos artistas
sensíveis.”

Serviço
Exposição: A Música de Rapoport – Harmonia dos TraçosArtista: Alexandre Rapoport 

Produção e curadoria: Beatriz RapoportInformações: Atelier.rapoport@gmail.com
Local: Centro Cultural Correios RJ
Rua Visconde de Itaboraí nº. 20 – 2º andar – Centro –  RJ
Visitação: de 14 de maio a 27 de junho de 2026
De terça a sábado, das 12h às 19h
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Entrada: gratuita
Censura livre
Acessibilidade: espaço com acessibilidade para pessoa com mobilidade reduzida

Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).

A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, artistas, fotógrafos,  colecionadores, professores, estudantes e público em geral.

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