Mistura de contas pessoais e empresariais ativa alertas na Receita Federal; especialista alerta para cruzamento de dados bancários.
Abertura do prazo reacende problema
O prazo de entrega do Imposto de Renda inicia em 23 de março e termina em 29 de maio. Empresários brasileiros enfrentam riscos pela falta de separação entre finanças pessoais e da empresa. Essa prática comum gera inconsistências nas declarações.
Pequenos e médios negócios sofrem mais. Assim, o risco de cair na malha fina aumenta. Jhonny Martins, contador e advogado, explica a origem do erro.
“O erro não começa na declaração, ele começa meses antes, quando o empresário mistura contas, usa recursos da empresa para despesas pessoais e não registra corretamente essas movimentações.”
Cruzamento de dados acende alertas
Pró-labore, lucros e dividendos exigem declaração correta. O pró-labore tributa como salário. Já os lucros apurados podem ser isentos. Misturar categorias ativa fiscalização.
A Receita cruza dados com bancos e operadoras de cartão. Dessa forma, divergências entre declarações e movimentações bancárias geram alertas automáticos. No entanto, entradas financeiras precisam de origem comprovada.
Aportes devem registrar como aumento de capital ou empréstimo. Por outro lado, falhas na escrituração contábil replicam erros na declaração pessoal. Isso cria um efeito em cadeia.
Estratégias para evitar a malha fina
O planejamento tributário deve ocorrer ao longo do ano. Empresários precisam organizar documentos e acompanhar contabilidade. Além disso, separar contas reduz riscos significativamente.
Manter registros atualizados faz diferença na declaração. Em seguida, revise todas as informações antes do envio. Erros simples levam à retenção.
“Separar contas, registrar corretamente retiradas e manter a contabilidade atualizada são medidas básicas, mas ainda negligenciadas.”
Por fim, a organização contábil protege o patrimônio. Ignorá-la gera custos altos no futuro, conclui o especialista.


