Ateliê Casa Um recebe “apesar de” com cinco artistas mulheres, refletindo permanência e resistência no Mês da Mulher, de 18 a 28 de março em São Paulo.
Reflexão sobre permanência
A mostra reúne Ani Cuenca, Cátia Goffinet, Andréa Derani, Francine Jubran e Suely Bogochvol. O curatorial explora resistência e reinvenção em contextos instáveis. Assim, foca no que persiste apesar de falhas e desgastes.
No Mês da Mulher, destaca o feminino como força de sustentação. Não como heroísmo, mas como criação contínua. Por outro lado, o Ateliê Casa Um reforça acolhimento e transformação.
Aproximadamente 30 obras tensionam contenção e fragmentação. Dessa forma, propõem permanência insuficiente, sem recomposição total.
Artistas e suas pesquisas
Andréa Derani investiga reparação com materiais quebrados. Seu gesto cuida e sustenta limites. Permanência vira ética silenciosa.
Ani Cuenca explora estruturas em desgaste. Tramas e sistemas operam por insistência. Em seguida, revelam falhas como condição material.
Cátia Goffinet trabalha corpos em suspensão. Instabilidade define o feminino como negociação constante. No entanto, força surge na vulnerabilidade.
Vínculos e memórias
Francine Jubran aborda relações fragmentadas. Vínculos persistem por rearranjo. Relações continuam apesar de fraturas.
Suely Bogochvol resgata objetos cotidianos. Desloca funções para o simbólico. Assim, restos ganham nova presença e sentido.
As obras coexistem sem narrativa linear. Permanência afirma o feminino como criador ético.
Serviço
Exposição: “apesar de”
Vernissage: 18 de março, 18h às 22h
Visitação: 18 a 28 de março
Horários: Terça a sexta, 14h às 18h; sábado, 11h às 15h
Local: Ateliê Casa Um, Rua José Maria Lisboa, 873 – Casa 1 – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Artistas: Andréa Derani, Ani Cuenca, Cátia Goffinet, Francine Jubran, Suely Bogochvol
