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Cirurgia plástica redefine envelhecimento ativo no Brasil

  Expectativa de vida chega a 76,8 anos e cresce procura por procedimentos entre maiores de 60 anos para qualidade de vida.

   

Demografia transforma Brasil

 

  O Brasil vive envelhecimento acelerado. Dados do IBGE mostram expectativa de vida em 76,8 anos em 2023. Além disso, idosos acima de 65 anos passaram de 7,4% para 11,5% da população em duas décadas. Por fim, em 2050 um em cada quatro brasileiros estará nessa faixa.

 

  Esse fenômeno altera trabalho, autonomia e imagem corporal. Assim, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica registra aumento na procura por estética entre maiores de 60 anos.

   

Envelhecimento com presença

 

  A geração atual rejeita estereótipos passivos. São pessoas ativas economicamente e socialmente. Dessa forma, buscam coerência entre energia interior e aparência externa.

 

  Eduardo Sucupira, cirurgião plástico formado por Ivo Pitanguy, destaca o “envelhecimento ativo”. Ele preserva saúde, independência e participação social. Por outro lado, procedimentos como lifting facial e blefaroplastia melhoram funcionalidade e autoestima.

   

Responsabilidade na maturidade

 

  Avaliação pré-operatória exige rigor em pacientes idosos. Exames clínicos, cardíacos e planejamento individualizado garantem segurança. No entanto, estudos mostram complicações similares às de jovens quando bem preparados.

 

  Técnicas minimamente invasivas como toxina botulínica e preenchedores oferecem naturalidade e recuperação rápida. Assim, integram estratégias amplas de qualidade de vida.

   

Filosofia do cuidado

 

  Ivo Pitanguy via a cirurgia plástica como “cirurgia da alma”. Ela restaura autoestima ao harmonizar aparência e identidade. Por outro lado, Umberto Eco lembra que beleza é cultural e dinâmica.

 

  Na maturidade, o objetivo não é juventude, mas coerência entre história vivida e imagem. Portanto, envelhecer bem exige dignidade, saúde e presença ativa.

   

Novo paradigma cirúrgico

 

  O envelhecimento redefine o tempo de vida como produtivo. A cirurgia plástica evolui com planejamento multidisciplinar e foco em naturalidade. Dessa maneira, preserva identidade e funcionalidade.

 

  A longevidade amplia a vida. Cabe ampliar também sua qualidade, habitando o corpo com consciência e cuidado estratégico.

   

Sobre Eduardo Sucupira

 

  Cirurgião plástico formado no serviço de Ivo Pitanguy (1997-1999), é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e ISAPS. Mestre e doutor pela Unifesp, defende envelhecimento consciente e responsável.

Foto: Divulgação
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