Alex Ferraz

Cucamonga lança álbum que une Dixieland e ritmos do Brasil

“Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim” mistura jazz de New Orleans e ritmos brasileiros em faixas autorais gravadas em 2025.

A Banda Cucamonga, de São Paulo, lançou o álbum “Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim” nas plataformas de streaming. O trabalho traduz a mistura entre o jazz tradicional e a brasilidade rítmica e festiva. Dessa forma, o quinteto amplia as possibilidades sonoras do gênero.

O grupo surgiu há 13 anos e tem Mesaac Brito no trompete, Marcos Lúcio no clarinete e Fernando Thomé no banjo. Além disso, José Renato toca tuba e souzafone, enquanto Ricardo Reis assume o washboard. A proposta da banda aposta em improviso, criatividade e energia.

Gravação e conceito do disco

Gravado em 2025 no Estúdio Arsis, o álbum reúne faixas autorais e inéditas e dois bônus. A própria banda assinou produção musical e direção artística. Assim, o processo manteve um caráter intuitivo e colaborativo.

Segundo Mesaac Brito, a criação parte dos pressupostos do jazz tradicional, com ênfase no Dixieland, e dialoga com matrizes da música brasileira. A improvisação coletiva atua como método composicional e guia a organização do material. Enquanto isso, a escuta ativa sustenta a construção colaborativa.

A incorporação de ritmos brasileiros, como samba, choro, baião, maracatu e marchinhas, aparece de forma transversal. Esses elementos influenciam acentuação rítmica, condução do pulso e organização formal. No entanto, os arranjos permanecem abertos para variar a cada performance.

Improvisação e relação com o público

“Isso ocorre por meio da improvisação coletiva, entendida não apenas como recurso performativo, mas como método composicional estruturante.”

“O caráter aberto dos arranjos e a centralidade da improvisação conferem às obras da Banda Cucamonga um elevado grau de variabilidade interpretativa.”

Para a banda, cada apresentação atualiza o material do disco e se conecta ao espaço e ao contexto sociocultural. Dessa maneira, a música se afirma como prática situada e em transformação constante. Além disso, a interação com o público integra a identidade do projeto.

Turnê de lançamento em São Paulo

Para celebrar o lançamento, a Banda Cucamonga realizou, a partir de setembro de 2025, uma turnê por São Paulo. As apresentações foram gratuitas e passaram por capital, litoral e interior. Em seguida, o repertório do álbum ganhou vida no palco com performances de alta energia.

A turnê incluiu cidades como Guarulhos, Atibaia, Barueri, Diadema, Taboão da Serra, Boituva, Sorocaba e Santo André. Além disso, o roteiro passou por Praia Grande e São Paulo. No entanto, a proposta manteve o mesmo foco: improviso, interação e criatividade.

A gravação do álbum e os shows foram viabilizados por editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Portanto, o projeto contou com apoio público para sua realização. Assim, a banda ampliou o alcance do trabalho.

Faixas do álbum

Corjass.

Dona Siriema.

Brues com R.

Oito, 4 ou meia.

Melgreen.

Chegança.

Gui.

Corda Bamba.

Mr. Guga.

Tupiniquim.

Faixas bônus: Circus.

Faixas bônus: St. Inês.

Ficha técnica

Álbum: Banda Cucamonga – Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim.

Ano de gravação: 2025.

Produção viabilizada pelo: ProAC – PNAB.

Local de gravação: Estúdio Arsis.

Gravação, mixagem e masterização: Adonias (Estúdio Arsis).

Produção musical, composição, arranjos e direção artística: Banda Cucamonga.

Coordenação de produção: João Gomes de Sá e Banda Cucamonga.

Design gráfico/capa: Raro de Oliveira.

Fotografia: José de Holanda.

Trompete: Mesaac Brito.

Clarinete: Marcos Lúcio.

Banjo: Fernando Thomé.

Tuba/souzafone: José Renato.

Washboard: Ricardo Reis.

Letras: João Gomes de Sá.

Coro de vozes: Banda Cucamonga.

Cucamonga lança álbum que une Dixieland e ritmos do Brasil
Foto: Divulgação
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