“Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim” mistura jazz de New Orleans e ritmos brasileiros em faixas autorais gravadas em 2025.
A Banda Cucamonga, de São Paulo, lançou o álbum “Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim” nas plataformas de streaming. O trabalho traduz a mistura entre o jazz tradicional e a brasilidade rítmica e festiva. Dessa forma, o quinteto amplia as possibilidades sonoras do gênero.
O grupo surgiu há 13 anos e tem Mesaac Brito no trompete, Marcos Lúcio no clarinete e Fernando Thomé no banjo. Além disso, José Renato toca tuba e souzafone, enquanto Ricardo Reis assume o washboard. A proposta da banda aposta em improviso, criatividade e energia.
Gravação e conceito do disco
Gravado em 2025 no Estúdio Arsis, o álbum reúne faixas autorais e inéditas e dois bônus. A própria banda assinou produção musical e direção artística. Assim, o processo manteve um caráter intuitivo e colaborativo.
Segundo Mesaac Brito, a criação parte dos pressupostos do jazz tradicional, com ênfase no Dixieland, e dialoga com matrizes da música brasileira. A improvisação coletiva atua como método composicional e guia a organização do material. Enquanto isso, a escuta ativa sustenta a construção colaborativa.
A incorporação de ritmos brasileiros, como samba, choro, baião, maracatu e marchinhas, aparece de forma transversal. Esses elementos influenciam acentuação rítmica, condução do pulso e organização formal. No entanto, os arranjos permanecem abertos para variar a cada performance.
Improvisação e relação com o público
“Isso ocorre por meio da improvisação coletiva, entendida não apenas como recurso performativo, mas como método composicional estruturante.”
“O caráter aberto dos arranjos e a centralidade da improvisação conferem às obras da Banda Cucamonga um elevado grau de variabilidade interpretativa.”
Para a banda, cada apresentação atualiza o material do disco e se conecta ao espaço e ao contexto sociocultural. Dessa maneira, a música se afirma como prática situada e em transformação constante. Além disso, a interação com o público integra a identidade do projeto.
Turnê de lançamento em São Paulo
Para celebrar o lançamento, a Banda Cucamonga realizou, a partir de setembro de 2025, uma turnê por São Paulo. As apresentações foram gratuitas e passaram por capital, litoral e interior. Em seguida, o repertório do álbum ganhou vida no palco com performances de alta energia.
A turnê incluiu cidades como Guarulhos, Atibaia, Barueri, Diadema, Taboão da Serra, Boituva, Sorocaba e Santo André. Além disso, o roteiro passou por Praia Grande e São Paulo. No entanto, a proposta manteve o mesmo foco: improviso, interação e criatividade.
A gravação do álbum e os shows foram viabilizados por editais do Programa de Ação Cultural (ProAC) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Portanto, o projeto contou com apoio público para sua realização. Assim, a banda ampliou o alcance do trabalho.
Faixas do álbum
Corjass.
Dona Siriema.
Brues com R.
Oito, 4 ou meia.
Melgreen.
Chegança.
Gui.
Corda Bamba.
Mr. Guga.
Tupiniquim.
Faixas bônus: Circus.
Faixas bônus: St. Inês.
Ficha técnica
Álbum: Banda Cucamonga – Jazz Dixieland com Sotaque Tupiniquim.
Ano de gravação: 2025.
Produção viabilizada pelo: ProAC – PNAB.
Local de gravação: Estúdio Arsis.
Gravação, mixagem e masterização: Adonias (Estúdio Arsis).
Produção musical, composição, arranjos e direção artística: Banda Cucamonga.
Coordenação de produção: João Gomes de Sá e Banda Cucamonga.
Design gráfico/capa: Raro de Oliveira.
Fotografia: José de Holanda.
Trompete: Mesaac Brito.
Clarinete: Marcos Lúcio.
Banjo: Fernando Thomé.
Tuba/souzafone: José Renato.
Washboard: Ricardo Reis.
Letras: João Gomes de Sá.
Coro de vozes: Banda Cucamonga.
